Segundo dia de meditação do mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento

 

Nossa Sra do Advento

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A Imaculada Conceição e a Comunhão

I. A Imaculada Conceição de Maria foi predita desde o paraíso terrestre. A Santíssima Virgem é aquela mulher privilegiada que com o seu calcanhar esmagou a cabeça da serpente infernal. Deus, criando Maria Imaculada, alcançou a maior vitória sobre o demônio, restabeleceu o Seu império sobre a terra e assumiu, na sua criação, o seu papel de senhor absoluto. Foi acima de tudo para a Sua glória que Ele preservou Maria da culpa original, porque, em todas as suas obras, Deus considera, em primeiro lugar, os interesses desta mesma glória.

A criatura pela culpa e mancha de seu nascimento não podia ser inteiramente possessão de Deus; Satanás se apoderava da alma logo ao ser criada. Deus criava e Satanás se apossava da obra de Deus. A glória de Deus era humilhada em suas criaturas, e quando o Senhor expulsou Adão e Eva do paraíso terrestre, Satanás triunfou de Deus; foi esta a sua vitória.

Eis que aparece Maria; Deus A protege e preserva por um privilégio todo particular; Ela passa pela concepção natural como todos os homens descendentes de Adão, porém Deus, para sua honra, quer conservá-lA pura. Eva, a primeira mãe, foi manchada; Maria, a verdadeira mãe dos vivos, será imaculada. Deus A encobre com sua sombra; Ela é seu jardim fechado, sua fonte selada; somente o Rei há de beber de suas águas. Satanás não ousará se aproximar de Maria; ela nasce entre os braços do amor de Deus: “Dominus possedit me in inittio suarum” (Prov. VIII, 22); é a verdadeira filha de Deus: Primogenita ante omnem creaturam. (Eccli XXIV, 5.) O Verbo não devia se envergonhar de sua Mãe. Por isso, dotou-A com a plenitude de seus dons, de tal modo que, em Maria, Deus contemplava sua honra e sua glória!

As três pessoas da Santíssima Trindade concorreram para a Imaculada Conceição da Virgem, como exigia a glória de Deus. Quando Satanás precede a Deus, é vencedor; quem nasce escravo, por mais que se reabilite, conserva sempre alguma coisa de sua ignomínia. E, desta maneira, foi restabelecida a glória de Deus na humanidade; a imagem de Deus foi restaurada e reconstituída; o Senhor poderá descer e habitar em Maria sem receio; Ela é um tabernáculo mais puro do que o sol, e, por sua pureza é o paraíso de Deus que, com Ela, renovará o mundo. Vede o que nos deu a Imaculada Conceição; em primeiro lugar, Jesus Cristo, este belo sol de justiça de que é a aurora; em seguida, os santos, astros refulgentes do firmamento da Igreja, pois que foram todos formados por Maria; tudo nos vem deste paraíso do Senhor. A Imaculada Conceição é o gérmen de todas as graças que nos têm sido concedidas; semelhante à nuvenzinha que o profeta Elias avistou, é, em si mesma, apenas um ponto, que vai então se estendendo, se dilatando, e suas divinas influências atingem a terra inteira.

II. Devemos nós, adoradores, considerar outra coisa ainda no mistério da Imaculada Conceição. Se Deus preserva Maria deste modo, é porque deseja habitar n’Ela, o quer encontrar um santuário puro e perfeito. O Pai Celeste e o Espírito Santo purificam Maria unicamente para fazerem d’Ela o digno tabernáculo do Verbo de Deus, um novo céu; a fim de receber em si o Verbo Divino era indispensável que Maria não tivesse mancha. A Imaculada Conceição, portanto, é a preparação para a Comunhão. Oh! Com que prazer o Verbo contemplava esta morada, cujos adornos eram feitos por Ele mesmo, e à qual se precipitou em passos de gigante. Exultavit ut gigans. (Os. XVIII. 6.)

Seria preciso que para a Santa Comunhão Jesus fizesse outro tanto em relação a nós, é que suspirasse pelo momento em que O fizéssemos sair do Tabernáculo e descesse às nossas almas com o mesmo prazer, como fez para com Maria. Assim sucederá se formos puros. Jesus espera de nós esta preparação de pureza, e é isso unicamente o que nos pede. Uma grande pureza, para a Comunhão, eis o fruto que devemos retirar da Conceição Imaculada de Maria, sem a pureza, de nada nos valeriam as demais virtudes. Nosso Senhor sentiria repugnância em descer ao nosso coração, que ser-lhe-ia como uma prisão: “Ah! Deveria Ele dizer ao Sacerdote, seu ministro, onde me levas? A um coração que não me pertence, que está ocupado por meu inimigo! Deixai-me, deixai-me, no meu Tabernáculo!”

Ó Maria, emprestai-nos vosso manto de pureza, revesti-nos da candura e do esplendor de vossa Imaculada Conceição, pois compete à mãe adornar seu filho para os dias solenes. Revestido por vós, ó Maria, serei bem acolhido por Jesus, que virá a mim com prazer, e, vendo-vos em mim, fará suas delícias em habitar no meu coração.

* * *

Maria pede que se prestem honras ao Santíssimo Sacramento

Em um mosteiro de Beneditinas, em Florença, no mês de dezembro de 1230, uma gota de vinho consagrado, deixada no cálice por um venerado Sacerdote, cuja vista estava enfraquecida pela idade avançada, foi subitamente, no momento das abluções, transformada em vermelho sangue. Três dias depois, registrava-se um outro milagre: esta gota de vinho consagrado transformada em sangue, e que fora guardada com a ablução em uma ampola de cristal, tomou o aspecto de carne humana e ficou suspensa dentro desse receptáculo, sem tocar as superfícies internas do cristal; ao mesmo tempo, o vinho não consagrado, que serviria às abluções e enchia quase a metade da ampola, tomou uma cor rósea e se evaporou instantaneamente, sem deixar vestígio de umidade.

Foi para esta Santa Espécie miraculosa que, por duas vezes, o céu pediu homenagens. Em primeiro lugar, ao próprio Bispo de Florença. Durante o sono, certa vez, uma voz estranha lhe murmurou por três vezes: “Ó Bispo, me recebeste nu, e nu me fizeste voltar!” exprobrando-lhe assim a dureza e irreverência para com a santa relíquia de que por um momento tinha sido possuidor, e que devolvera ao mosteiro, que a reclamava, sem lhe prestar as devidas honras. Em reparação de sua falta, o referido Bispo mandou fazer um magnífico tabernáculo de marfim, ornado de lâminas de ouro e revestido de púrpura, para servir de morada ao Corpo do Salvador.

Um outro apelo do céu se fez ouvir, pedindo novas homenagens para o milagroso Sacramento. A Santíssima Virgem, que, hoje em dia, tal como outrora para com o presépio de seu Divino Filho em Belém, vela o seu berço eucarístico, apareceu em sonho a uma jovem do mosteiro, em que se dera o milagre, e pediu: “Vai dizer à Irmã Margarida (sacristã do mosteiro e mais tarde Abadessa de Ripoli) que bem perto desta Igreja se encontra sem abrigo o objeto sagrado da Onipotência de meu Filho”. Ildebandesca, como se chamava a moça, obedeceu à Virgem desempenhando logo de manhã a sua missão. Irmã Margarida, esclarecida pelo céu, compreendeu o misterioso aviso: um rico cibório foi encomendado a artistas de renome e o Bispo veio colocar nele, solenemente, a Santa Espécie milagrosa. (Os Milagres históricos do Santíssimo Sacramento, pelo Padre Eugênio Couet).

PRÁTICA — Preparar-se à Santa Comunhão com grande desvelo e em união a Maria.

JACULATÓRIA — O seio puríssimo de Maria é para Jesus Sacramentado uma habitação mais querida do que todos os Tabernáculos de Jacob.

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Sobre Débora Maria Cristina

email para contato: aformacaodamocacatolica@gmail.com

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