Maio com Maria – Segundo dia de meditação

  1. Outras provas tiradas da doutrina dos santos e dos doutores

Vejamos, porém, o que mais escreveram os santos sobre a necessidade da intercessão da divina Mãe. Na opinião de S. Caetano bem podemos buscar as graças, mas obtê-las não podemos sem a intercessão de Maria. Confirma-o S. Antonino com estas belas palavras: Quem pede sem ela pretende voar sem asas. Quer dizer o Santo: Quem pede e quer alcançar graças, sem a intercessão de Maria, pretende voar sem asas. “A terra do Egito está em tuas mãos” – disse o Faraó a José, e a ele enviava quantos lhe vinham pedir socorro, respondendo-lhes: Ide a José! Da mesma forma Deus, ao lhe pedirmos graças, manda-nos a Maria: Ide a Maria! O Senhor decretou, como diz S. Bernardo, não conceder favor algum sem a mediação de Maria. Por isso, conforme Ricardo de S. Lourenço, nas mãos dela está nossa salvação, e, com mais direito que os egípcios a José, podemos nós, cristãos, dizer à Santíssima Virgem: Nossa salvação está em tuas mãos! O mesmo escreve o abade de Celes: Em tuas mãos foi colocada nossa salvação. Em termos mais enérgicos acentua-o o Pseudo-Cassiano, quando diz sem ambages que a salvação depende dos favores e da proteção de Maria. Quem é protegido por ela se salva; perde-se quem o não é. Isto leva S. Bernardino de Sena a exclamar: Ó Senhora, porque sois a dispensadora de todas as graças, e só de vossas mãos nos há de vir a salvação, de vós também depende nossa salvação.

E por isso razão tinha Ricardo ao escrever: Assim como a pedra cai logo que é tirada a terra que a sustém, assim uma alma, tirado o socorro de Maria, cairá primeiramente no pecado e depois no inferno. Deus não nos há de salvar sem a intercessão de Maria, assevera S. Boaventura; pois, assim como uma criancinha não pode viver sem a ama, da mesma forma ninguém se pode salvar sem a proteção de Maria. Tenha por conseguinte a tua alma, exorta o Santo, uma verdadeira sede de devoção a Maria; conserva-a sempre, não a deixes até que vás receber no céu a maternal bênção de Maria. Ó Virgem Santíssima, exclamava S. Germano, ninguém pode chegar ao conhecimento de Deus senão por vós, ó Mãe de Deus, ó Virgem Mãe, ó cheia de graça! E de novo: Se não nos abrísseis o caminho, ninguém escaparia às solicitações da carne e do pecado.

Como só por meio de Jesus Cristo temos acesso junto ao Pai Eterno, igualmente, observa S. Bernardo, só por meio de Maria temos acesso junto a Jesus Cristo. E a tal resolução de Deus, isto é, que sejamos salvos por intermédio de Maria, dá o Santo este belo motivo: Por meio de Maria receba-nos aquele Salvador, que por meio dela nos foi dado! Dá-lhe, por isso, o nome de Mãe da graça e da nossa salvação. Que seria, pois, de nós, indaga S. Germano, que esperança nos restaria de salvação, se nos abandonásseis, ó Maria, vida dos cristãos?

ORAÇÃO

Ó Rainha e Mãe de Misericórdia, que concedeis as graças a todos aqueles que vos invocam, com tanta liberalidade porque sois Rainha, e com tanto amor porque sois nossa Mãe amantíssima; a vós hoje me encomendo, eu, tão pobre de merecimentos como carregado de dívidas para com a divina justiça. Em vossas mãos, ó Maria, está a chave das misericórdias divinas. Não olvideis a minha penúria e não me abandoneis em minha pobreza. Sois tão liberal com todos, e acostumada a dar mais do que vos pedem. Mostrai a mesma liberalidade em meu favor! Protegei-me, Senhora minha; eis o que vos peço. Nada receio se me protegeis. Não temo os demônios, porque vós sois mais poderosa que todo o inferno; não temo os meus pecados, porque vós com uma só palavra que faleis a Deus, podeis alcançar-me o perdão de todos eles. Tendo eu a vosso favor, não temo nem mesmo a cólera de Deus; pois basta uma súplica vossa para aplacá-lo. Enfim, se me protegeis, espero tudo, pois que tudo vós podeis. Ó Mãe de Misericórdia, eu sei que tendes prazer e vos gloriais em ajudar os pecadores mais miseráveis, e que os podeis ajudar, contando que não sejam obstinados. Eu sou pecador, mas não sou obstinado; quero mudar de vida. Podeis, pois, ajudar-me; valei-me e salvai-me. Ponho-me hoje nas vossas mãos. Dizei-me o que hei de fazê-lo para dar gosto a Deus, que eu o quero fazer; espero fazê-lo com vosso socorro, ó Mãe, minha Mãe, minha luz, minha consolação, meu refúgio, minha esperança.

Fonte: Livro Glórias de Maria de Santo Afonso Maria de Ligório

Maio com Maria – mês ímpar

Cap. V

A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimaas

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Sobre Débora Maria Cristina

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