Arquivo do mês: junho 2015

Consagração ao Coração de Jesus

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Ao Coração adorável de Jesus dou e consagro o meu corpo e a minha alma, a minha vida, os meus pensamentos, palavras, ações, dores e sofrimentos. Não me tornarei a servir de parte alguma do meu ser, que não seja para O amar, honrar e glorificar.

Tomo-Vos, pois, ó Divino Coração, por objeto do meu amor, protetor da minha vida, âncora da minha salvação, remédio das minhas inconstâncias, reparador dos meus defeitos, e seguro asilo na hora da morte.

Ó Coração cheio de bondade, sede a minha justificação para com Deus, e aparte de mim a sua justa cólera.

Ponho em Vós toda a minha confiança, por quanto receio tudo de minha fraqueza, como tudo espero de Vossa bondade. Aniquilai em mim tudo o que Vos possa desagradar e resistir; imprimi-Vos em meu coração, como um selo sagrado, para que jamais me possa esquecer de Vós, e de Vós ser separado. Isto vos peço por vossa infinita bondade: que o meu nome se inscreva em Vós, que sois o livro da vida, e que façais de mim uma vítima consagrada inteiramente à vossa glória; que desde este momento seja eu abrasada e um dia inteiramente consumida pelas chamas do vosso amor. Nisto consiste a minha dita, não tendo outra ambição senão a de morrer em vós e por vós.

Assim seja.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

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Trigésimo dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 21

Clique aqui e faça a oração preparatória todos os dias.

Oremos na intenção de saber agradecer a Deus as graças que nos tem concedido. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

Os consoladores do Sagrado Coração de Jesus somos nós que viemos, durante este mês, meditar nos seus terníssimos afetos, e estudar os seus desejos

Todos estes dias foi Jesus consolado, vendo que fomos constantes, que todas as manhãs o procurávamos fervorosos; mas, ainda quer de nós alguma coisa… O mês consagrado ao seu Coração termina hoje: quantas almas devotas porão de parte as suas práticas, as suas costumadas orações e esquecerão a consolação que experimentam…! Jesus pede que não nos esqueçamos “do seu Sagrado Coração”, e quer que esta manhã lho prometamos.

Sim, Jesus, eu vos prometo recitar todos os dias uma oração ao vosso Sagrado Coração; prometo-vos venerar as piedosas imagens que o representarem à minha devoção;  prometo-vos espalhar o conhecimento desta devoção e propagá-la.

Sede a minha fortaleza, a minha alegria, a minha felicidade!

Farei um ato de consagração ao Coração de Jesus.

Exemplo

Lê-se no livro – O Sagrado Coração de Jesus – do Padre Julio Chevalier, editado em 1886: “Miguel dos Santos, Religioso Trinitário, desde a sua infância, dera-se tão perfeitamente a Deus, que este era tudo para ele, e ele era todo de seu muito-Amado. Mas, como o amor nunca diz – basta – parecia-lhe que ele não amava bem a seu Deus, e todos os seus desejos eram amá-Lo cada vez mais. Um dia, fazendo ele oração nesta habitual disposição de espírito, pouco satisfeito da medida do seu amor a Deus, pediu a Nosso Senhor Jesus Cristo que lhe mudasse o coração e lhe desse outro mais tenro e mais sensível aos atrativos do amor divino. Esta súplica amorosa foi tão agradável a Nosso Senhor, tão favoravelmente acolhida e generosamente despachada, que nem imaginar poderia o suplicante o sinal de amizade que seu divino Senhor lhe ia dar. Jesus tirou o coração do seu querido Miguel, e no lugar desse coração que tomou e escondeu no peito, pôs o seu próprio Coração, deixando esse fiel servo tão feliz, tão rico pela incomparável troca, e tão abrasado de amor, que impossível é descrever. Este favor admirável, Miguel mesmo o comunicou a seu confessor, o sábio e virtuoso Fr. Francisco da Madre de Deus, que o atestou sob juramento; e Deus o fez conhecer ainda por outro modo. Mas dir-se-á: como viver quando o coração é tirado ou substituído? Impossível. – respondemos: Na ordem contingente, nada há de necessário, Deus poderia bem ter organizado o homem sem lhe fazer um coração. Porque lhe não poderia manter a vida, depois de lhe ter retirado uma víscera principal? Seria isso evidentemente uma derogação às leis atuais e ordinárias de nosso organismo; porém essa derogação não constitui uma impossibilidade absoluta, ela tem um nome na Igreja católica: chama-se um milagre. Deus que tirou do nada sua criatura para lhe dar o ser e a sua primeira forma, bem pode refazê-la ou modificá-la a seu grado. Quem ousaria pôr limites a seu poder? Surge porém dificuldade mais séria: como explicar que o Coração do Salvador possa, sem cessar de lhe pertencer, tornar-se o coração de outro, e até de muitos a um tempo? Aí o mistério. Uns explicam-no, dizendo que Jesus Cristo nestas cirscunstâncias dá seu Coração do mesmo modo que dá seu Corpo na Santa Comunhão, e que então se faz uma comunicação especial, semelhante a que se faz na Sagrada Eucaristia. Outros interpretam assim: “Jesus Cristo faz a feliz criatura que ele assim despoja e enriquece, um duplo dom: a sua alma, o de disposições e sentimentos que refletem as afeições íntimas de sua alma divina; e ao seu corpo, o de um coração em harmonia com o estado interior, como se seu Coração Sagrado se harmonizasse com os impulsos de sua alma.” O Papa Benedicto XIV adotou essa explicação, quando proclamou venerável Miguel dos Santos: “A troca do Coração de Jesus pelo do seu servo fiel, disse ele, foi mística e espiritual.”

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Vigésimo nono dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

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Clique aqui e faça a oração preparatória todos os dias.

Oremos pelas almas inocentes a fim de que se conservem puras. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

Os consoladores do Coração de Jesus que estão em quarto lugar são as crianças devotas inocentes

As crianças são um objeto especial de amor de Jesus; como outrora, quando vivia cá na terra, ele se compraz em vê-las junto de si… e porque isto? A criança mal sabe orar: depressa se enfastia de repetir as mesmas palavras, e quando tem dito o “Pai Nosso” e a “Ave Maria”, não vai além.

Mas alguma coisa há na criança que ora por ela, que”ama” por ela, que “atrai” sempre o benévolo olhar de Jesus: é a sua inocência. A criança diante de Jesus é um vaso de flores, que não tem consciência de seu perfume, mas que o exala, embalsamando tudo em redor… Oh! Como Deus ama o coração que sabe conservar-se inocente!

Hoje imitarei a docilidade das crianças e dobrarei de afeto e bondade com as pessoas de minha convivência.

Exemplo

O Comitê das obras da Basílica de Montmartre, no meado do ano de 1880, recebera de Samos, no arquipélago dos Navegadores, com um importante donativo, uma carta que terminava assim: “Não nos é lícito comparar à vossa grande obra o que fazemos aqui em Samoa, país pobre; entretanto, nós também construímos uma Igreja que tem o nome do Sagrado Coração. Temos isso de bom a vos dizer de Samos; toda ela está agregada ao Apostolado da Oração, muitos são admitidos à Comunhão reparadora mensal.” Trazia a assinatura do Mataafa, rei de Upolu: era uma valiosa conquista que o Sagrado Coração havia feito nas regiões da Oceania. Colocado entre a pregação dos ministros protestantes e a dos sacerdotes católicos, a princípio vacilara e dizia pesaroso: “Vós europeus estais nas fontes da verdade, devereis ser zelosos de conservá-la pura e ardentes em propagá-la; mas vindes a nós, semelhantes a colunas de nuvem do deserto, ora dando a luz, ora fazendo escuridão; isto nos confunde.” Inteligente, porém sincero e refletido, comparou bem as duas doutrinas, e um dia, tomando as vestes das ocasiões solenes, e empunhando o bastão hereditário, declarou: “Chefes do sequito de Mataafa, e vós membros de sua família e seus guerreiros, desde algum tempo eu abri minha alma ao sacerdote; é chegado o momento de manifestar-me diante de todos: Mataafa quer ser, e em breve será católico”. E convertido, ei-lo já feito um campeão católico, e a rebater os ataques dos protestantes contra o culto das imagens, dizendo-lhes na interessante linguagem dos cultos de seu país: “As imagens estão por toda a parte. Os nossos coqueiros balançam nas ondas a imagem dos seus grandes leques; o sol passeia na flutuante superfície dos mares a imagem de sua coroa de fogo. A natureza inteira não é a imagem do grande Atua (Espírito) que a criou? Os livros são a imagem da palavra, que é a imagem do pensamento. A Bíblia, que vós colocais acima de tudo, o que é senão a imagem da palavra, do pensamento de Deus? Deixai, pois, de censurar aos católicos que nos dêem, com as imagens, o meio de conceber os mistérios de sua fé.”

A vida de Mataafa e a de seus filhos, atesta um escritor que historiou a propagação do Evangelho em Samoa, é a de verdadeiros chefes cristãos, servindo a Deus sem fraqueza e sem respeito humano. Mataafa declarou numa ocasião solene o Cardeal Moran, arcebispo de Sydney, traz a cruz sobre a sua pele bronzeada, e tem sob a cruz o coração de um guerreiro; ele deu provas disso, repelindo no campo de batalha com heroísmo cristão os invasores de seu país. Por ocasião da consagração das famílias, que se efetuou solenemente em todo o vicariato apostólico dos Navegadores, Mataafa que acabara de vencer o rei vizinho Matasese, fez uma longa estação na Igreja em que se realizara a cerimônia, e aí efetuou a consagração de sua pessoa, de sua família, e de seu governo. Ao retirar-se, pediu que se celebrassem três Missas ao Sagrado Coração pela paz de Samoa.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Vigésimo oitavo dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 12

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Oremos pelas pessoas que o mundo despreza, a fim de que elas suportem com paciência os seus dissabores. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

Os consoladores do Coração de Jesus que estão em 3° lugar, são as almas humildes e desconhecidas, que se julgam felizes com este esquecimento

São estas almas as que, com maior perfeição, imitam a vida oculta em Nazaré sob o olhar de Maria; almas que ninguém conhece, em que pessoa alguma pensa e que vão acumulando todos os dias tesouros de paciência, de abnegação, de resignação, de caridade, suportando os defeitos dos outros, muitas vezes o desdém, dedicando-se por todos… e que, no fim de cada dia, sem mesmo terem consciência do seu mérito, oferecem a Deus um coração imolado e puro, que consola o Coração de Jesus…

Aplicar-me-ei hoje em falar pouco e em praticar ocultamente algumas ações boas.

Exemplo

O Estandarte, jornal canadense de Montreal, em 1891 publicava: “O comandante da Naiade, o Snr. Almirante de Cuverville, passou muitos dias em Montreal, onde deixou a mais favorável impressão entre todos os que tiveram a honra de o conhecer. Católico fervoroso, ele fez empenho em visitar os nossos estabelecimentos religiosos, e em várias casas dirigiu a palavra à comunidade. Terça-feira, o Sr. Arcebispo o conduzia ao Gramde Seminário para lhe apresentar seu clero, que se achava então em retiro; a recepção fez-se no salão do colégio, e o ilustre marinheiro pronunciou um discurso vibrante de patriotismo e amor à Igreja. A pedido do prelado, o Sr. Almirante referiu a história da pacificação do Dahomey, devida à sua intervenção, junta a do Padre Dorgere; depois, terminou dizendo: “Quero fazer-vos uma confidência: A devoção que me é cara sobre todas, é a devoção ao Sagrado Coração de Jesus; devo-lhe todos os triunfos de minha carreira. Uma imagem do Sagrado Coração está fixada na proa da Naiade; outra está em meu camarote, constantemente sob as minhas vistas. Toda sexta-feira, o capelão diz a Missa em minha camara. Eu tenho um jornal fiel de tudo o que me sucede, e já verifiquei que muitos acontecimentos, dos mais felizes, se deram na sexta-feira, dia do Sagrado Coração. Esse jornal eu envio regularmente a Montmartre, e foi também neste santuário do Sagrado Coração que fiz depositar, como ex-voto, a riquíssima alabarda que foi levada em triunfo através do Dahomey em sinal do restabelecimento da paz e da proteção concedida pela França.”

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Vigésimo sétimo dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 20

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Oremos pelos desamparados. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

Os segundos consoladores do Coração de Jesus são as almas que sofrem pacientemente

Oh! Como uma alma paciente em seus sofrimentos físicos ou morais consola o Coração de Jesus!

“Ele sofre”, mas bem sabe que o seu sofrimento vem de Deus… e submete-se com amor, resigna-se com a maior confiança! “Sofre” e por isso compreende mais vivamente as dores de Jesus, – e oferece as suas em compensação e consola seu Divino Mestre com maior sinceridade. “Sofre” ; condoer-se-á, pois, com mais consideração do seu próximo;  – nunca se é tão compassivo como depois de se haver sofrido com paciência! Quanta virtude nessas almas!

Não me lastimarei quando Deus me enviar algum sofrimento.

Exemplo

Monsenhor Ségur, um dos mais ilustres e valorosos apóstolos da Igreja de França, foi também um fervorosíssimo devoto do Sagrado Coração. Nas muitas obras católicas que fundou e dirigiu, em suas pregações que eram incessantes, nos 70 opúsculos e livros que publicou sobre assuntos variadissimos, a devoção ao Coração de Jesus ocupou sempre o seu pensamento e a sua palavra, e dela fez ardente propaganda o ano sacerdote. Salienta o porém e o glorifica sobretudo um traço característico dos perfeitos devotos do Sagrado Coração: o amor às cruzes da vida, a resignação ao sofrimento. Em sua primeira Missa, a hora da elevação, Gastão de Ségur pediu a Maria Santíssima que lhe concedesse uma enfermidade cruciante, mas que lhe não tolhesse o exercício do ministério: queria ter um lugar ao pé da cruz do Divino Mestre. Quando perdeu um dos olhos, exclamou: “A Santa Virgem mandou-o para o Purgatório, para lá fazer as minhas vezes.” Aos 34 anos de idade, cegando de todo, disse a um amigo: “Pedi ao Senhor que eu carregue dignamente sua santa cruz. Já não correrei mais. Ganham com isto os grandes pecadores, que terão menos acanhamento em confessar-se a quem lhes não vê um traço.” Foi instado a tentar a cura, que Nélaton lhe prometia, e sujeitou-se a baldada operação, fazendo o sinal da cruz e dizendo calmo: “Como Deus quiser.” Aconselharam-lhe que recorresse às orações de pessoas santas, e à virtude de imagens milagrosas: obedeceu muito dócil e buscou o venerado cura d’Ars, e M. Depont, o devoto da Santa Face. O santo homem de Tours dizia a Monsenhor Ségur: “Não é fácil obter de Deus uma graça corporal, quando não se a pede na forma do postulante do Evangelho: Domine, fac ut videam – Senhor, que veja!” O piedoso sacerdote, porém, não pôde conformar-se a dizer outra coisa senão a palavra do Padre Nosso: Faça-se a vossa vontade. Falhando também todos os pios recursos, Monsenhor Ségur aceitou por toda a vida a cegueira, bendizendo-a. Todavia, o Sagrado Coração, conservando-o preso à cruz, dava-lhe a virtude de comunicar a outros sua edificante resignação: o jovem cego Afonso Landais de irritadiço, turbulento e mau, se tornava com as sua exortações um exemplo de paciência e bondade. Monsenhor Ségur, foi mesmo favorecido com a graça de curar a um cego, e assim aconteceu, no ano de 1869, com o menino Felix Garé em Loriente: sua tia o levou à presença do Monsenhor Ségur para que o abençoasse, confiando em que isto o curaria. Monsenhor pôs-se quase de joelhos para se aproximar dele, abraçou-o carinhoso e o abençoou com um grande sinal da cruz. Na manhã seguinte, quando a tia de Felix entrou no quarto deste para levar-lhe o seu chocolate, e lho quis dar por suas mãos, ele o desviou docemente, dizendo: “Que faz, minha tia? Eu a vejo bem, meus olhos estão curados!” E, em vez de que a cegueira de Monsenhor Ségur lhe encurtasse em nada o exercício de seu santo ministério, este se manifestava, até o fim, tão ativo, contínuo e prodigioso, que a maioria dos operários da vinha do Senhor poderiam, sem nenhum desdouro, dizer dele com o santo cura d’Ars: Eis aí um cego que vê mais claro que nós.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Vigésimo sexto dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

Sacred Heart and Priest

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Oremos por aqueles a quem Deus confiou o cuidado da nossa alma. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

Entre os consoladores do Coração de Jesus acham-se primeiramente os zelosos Ministros de Deus e os Santos Religiosos e Religiosas

É o exército visível de Jesus, são os seus Anjos sobre a terra.

O fim deles é a glória de Deus – a honra e glória de Maria, – a salvação das almas, – o triunfo da Igreja. – numa palavra, todos os interesses de Jesus Cristo. – Cada manhã, na oração, recebem as ordens do seu Deus e Senhor; cada noite dão contas do seu dia… Oh! Pedi a Jesus que este exército se aumente cada vez mais; oferecei-vos, algumas vezes, para que, também vós, sejais alistados no serviço de tão bom Senhor. – Oh! Se soubésseis como ali se está bem! Como se vive feliz! Como se morre cheio de confiança!

Orai hoje pelos Padres e religiosos; e lede alguma coisa sobre a vocação.

Exemplo

No ano de 1884, um seminarista de uma diocese da Ástria dirigia-se ao orgam da Liga do Apostolado para fazer pública a sua ação de graças por três meses alcançadas do Sagrado Coração:

1ª. – No meio de seus estudos teológicos foi atingido pela lei militar e logo considerado válido para o serviço ativo. Com essa perspectiva de três anos de vida de quartel, recorre ao Coração de Jesus, e confia-lhe sua pessoa e sua vocação. Alguns meses mais tarde, realiza-se a segunda inspeção, cuja sentença é definitiva. Qual não foi então a sua alegria, ao ouvir esta decisão: inapto para o serviço militar!

2ª. – Uma demasiada aplicação aos estudos lhe abalou a saúde, ao ponto de que o médico lhe mandou interrompê-los, durante alguns anos talvez. Cheio de confiança nas promessas do Divino Mestre invocou o seu Coração compassivo, e, contra as previsões humanas, recobra em pouco tempo todas as suas forças.

3ª. – Uma terceira provação lhe sobrevém: sua família empobrece e não pode mais pagar sua pensão; ele pede aos superiores um abatimento, ou, ao menos uma espera, que a princípio não lhe é concedida. Não desanima, e redobra de orações invocando o Sagrado Coração com inteiro abandono à sua providência paternal. Sua confiança perseverante não é frustrada: algum tempo depois, sem nova diligência de sua parte, lhe anunciam que terá de pagar só uma pequena parte da pensão.

Não sabendo exprimir quanto se sente agradecido, o jovem espera o momento em que, revestido do sacerdócio, o possa mostrar, dedicando-se a servir e glorificar o Santíssimo Coração de Jesus.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Vigésimo quinto dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 25

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Oremos para que o Coração de Jesus nos inspire gosto pela Comunhão freqüente. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

O sexto espinho do Coração de Jesus são as almas que se afastam voluntariamente da Sagrada Comunhão

Afastar-se voluntariamente da Sagrada Comunhão, quando ela nos é permitida, é dizer a Jesus Cristo: “Não quero estar convosco”. Não se por em estado de comungar frequentemente, ao menos todos os oito dias, é dizer a Jesus Cristo: “Não me quero incomodar”. É, com efeito, para não se incomodarem que estas pessoas não comungam todos os oito dias. – Certamente não vos pertence regular as vossas Comunhões, mas pertence-vos o preparar-vos para elas; cortai pelos sentimentos de vaidade, pelas amizades excessivas, pelas maledicências, pelas perdas de tempo… vereis como se vos despertará o gosto pela sagrada Comunhão e como voluntariamente o vosso confessor vo-la permitirá.

Vou, desde já, prepara-me para comungar no próximo domingo.

Exemplo

Uma zeladora do Apostolado comunicou ao Mensageiro do Coração de Jesus o seguinte, ocorrido em 1883:

“Uma de minhas antigas discípulas adoeceu gravemente e, a despeito das reiteradas preces e promessas, piorava e chegou a perigo extremo. Ao visitá-la nestas cirscunstâncias me disse: “A Santíssima Virgem não me quer curar”. – “Não desanimeis, respondi, ela quer porventura que invoqueis o seu Divino Filho; recorrei ao Sagrado Coração prometendo-lhe três coisas: – 1° consagrar-lhe-eis toda a vossa casa; – 2° colocareis suas imagem aí em lugar de honra; – 3° quando estiverdes curada, fareis nove Comunhões sucessivas de 1ª sexta-feira do mês. Desde hoje começaremos uma novena ao Sagrado Coração; uni vossas orações às nossas, e do fundo da alma dizei a Jesus: “Jesus, outrora vós curáveis na Judéia todos os enfermos que a Vós recorriam; curai-me para a glória do vosso Divino Coração”. Ela prometeu tudo. Pela minha parte, eu comecei a orar com fervor, e fiz a oferenda de um sacrifício pessoal. À noite foi medonha para a pobre enferma: crises repetidas e delíquios assustadores. Todavia, na manhã seguinte pôde comungar; mas o dia foi todo de extremas dores. Eu a animei a confiar, mesmo quando se sentisse agonizante; e redobrei de instâncias e de súplicas ao Coração de Jesus. Qual não foi a minha alegria, quando, no dia seguinte, 16 de agosto, li este bilhete: “A moribunda renasce; a noite foi muito calma; seu estômago, que se recusava absolutamente a qualquer bebida, suporta-a sem fadiga; a enferma sente-se voltar à vida”. Em menos de oito dias e antes do fim da novena, achava-se ela já em plena convalescença, e antes mesmo de haver decorrido um mês tornava de novo às ocupações de antes e se dispunha a cumprir suas promessas. Dois magníficos quadros ornam hoje o salão de sua morada: um representa o Divino Coração de Jesus, o outro o Imaculado Coração de Maria e todos os meses ela renova a esses Corações a consagração de sua pessoa e da família inteira. Quanto à novena de Comunhões mensais da 1ª sexta-feira, ela começou-a, mas um dia viu-se forçada a interrompê-la. – “Que fareis?” Lhe perguntei eu. Respondeu-me: “Vou recomeçar, e, se ainda for obrigada a interrompê-la, recomeçarei sempre até cumprir a promessa. Os negócios de minha casa de comércio me embaraçam muito nesse dia, mas, custe o que custar, cumprirei o que prometi. Nisso tenho até muito prazer; não compreendo mais presentemente como podia passar meses sem me aproximar da Santa Mesa. A Comunhão mensal é uma necessidade para a minha alma.”

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com