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A vocação da donzela – o casamento aos olhos do mundo

a formação da donzela6

  1. Natureza do casamento

1° O casamento aos olhos do mundo.

A maioria das moças pensam no casamento. É muito natural, e é bom falar-lhes dele mui simples e seriamente, para que elas saibam bem, de antemão, a que é que se comprometem.

Madame C. Lavergne escrevia um dia a sua filha: “Espero que estes contos te divirtam, embora mundanos. O Sr. X… escandalizou-se porque, em dez contos, há cinco em que as pessoas se casam. Ele quereria que nunca se falasse disto. O Espírito Santo não é do parecer dele, pois se dignou de nos contar as histórias de Rebeca e de Raquel, de Tobias, de Ester, de Ruth, histórias matrimoniais se as houve!… Mas esse bom senhor quereria que nunca se falasse diante das moças desse mau sacramento”.

Falemos, pois, não “desse mau sacramento”, porém desse grande sacramento. Se sois chamada ao casamento, bom é que tenhais sobre este assunto as graves noções que dele nos dão a razão e a fé.

Um provérbio chinês diz: “O casamento é uma fortaleza sitiada: os que estão fora quereriam entrar”.

Há uma forte ponte de exagero e de ironia nessa definição chinesa. Vós, sobretudo, que vedes o futuro através do prisma dos vossos entusiasmos juvenis, vós não a compreendeis. Como tão pouco compreendeis estas palavras caídas de pena de Taine:

“Os dois se estudam três semanas, brigam três anos, toleram-se trinta anos e… os filhos recomeçam. Começam pelas palavras doces, continuam pelas palavras graves e acabam pelas palavras pesadas!…!

Por que será que a pena mordaz dos críticos se tem comprazido em lançar assim o descrédito sobre esse estado que, à primeira vista, parece tão sublime? Porquanto o casamento é essencialmente a união de duas almas, de dois corações, de duas vidas, união que deve durar até à morte. É que infelizmente, em certa sociedade, as pessoas teimam em não ver nele mais que uma transação, uma maneira honrosa, principalmente para os homens, de por fim a uma vida mais ou menos desavergonhada ou a uma união com o divórcio engatilhado. Por isso, antes de vermos o que é o casamento considerado aos olhos da fé, vejamos-lhe as contrafacções, e o que ele é aos olhos do mundo.

  1. O casamento de interesse. – Há uns que se decidem a fazer do casamento um idílio comercial, uma transação! Não se esposa uma moça, mas o dote! Os dois futuros esposos mal se viram, porém os pais viram o tabelião, e isto basta, ao que parece!

E ousa-se assim tomar como vínculo, como traço de união entre duas vidas, o dinheiro, o interesse, motivo comum de desunião entre os homens! Um coração não se compra, dá-se. Se se vende, não vale grande coisa!

Uma vez mais, em certa sociedade há excessiva tendência a considerar uma moça como um saco de moedas com uma etiqueta e um nome; faz-se a análise da “corbeille” de casamento, apalpa-se o dote e… as pessoas se pronunciam.

Às vezes, o dote é gasto depressa; resta a mulher ao marido e o marido à mulher, sem que nenhum amor venha jamais florescer nesses peitos metálicos. É preciso um dote. Deus sabe à custa de que os esforços, de que privações os pais chegaram a formá-lo. Mas, quando só se vê isso no casamento, as mais das vezes finda-se na separação ou no divórcio, triste epílogo das uniões mal formadas.

Habitualmente, são os pais que preparam, conchavam e decidem esses casamentos de dinheiro; e, quando o negócio está “no saco”, concluído por cima da cabeça interessada, eles dirão a esta: – Vais-te casar com esse senhor; está tudo pronto. – Mas eu não o conheço! – Que importa! Terão tempo de se conhecer quando estiverem casados. – Mas eu não o amo! – Mas ele é rico!… e depois, cale-se! Nós queremos que esse casamento se faça! E se faz!… Dois anos depois, a fortuna está esbanjada e os cônjuges estão em instância de divórcio!… Chegues acumulados na “corbeille” não fazem a união de dois corações. O dinheiro, quando só a ele se vê, é um tirano cruel; não tarda a trazer a discórdia, o ciúme, às vezes até o ódio, entre os dois escravos curvados a seus pés.

  1. O casamento de razão. _ O casamento de razão ou de conveniência é aquele em que, antes de tudo, se tem em mira unir duas famílias, duas fortunas, duas situações. Bem pouco caso se faz dos sentimentos do coração, quase só a “razão” intervém.

É mister que o casamento seja “racional”, sem dúvida, mas a razão é uma faculdade bem fria para que ordinariamente lhe seja lícito intervir sozinha. É preciso que o corpo esteja de acordo com a cabeça, ou que ao menos existe entre os dois esposos uma certa simpatia, que a vida em comum poderá talvez transformar em amor. Mas, se o coração não fala, se protesta, não se deve passar além; não se constrói uma união sobre o egoísmo e o interesse pessoal, e é preciso ser muito virtuoso para edificá-la unicamente sobre o sacrifício.

  1. O casamento de paixão. _ É se casar com o que primeiro aparece, porque agrada, porque o apetite sexual do coração inclina para ele, embora ele seja indigno e talvez mau. É a famosa “paixão fulminante”, que, as mais das vezes também, é uma fulminante cabeçada.

“Casar-se por paixão é embarcar-se para uma longa viagem, no forte da tempestade, com um piloto ébrio e insensato”, diz o Pe. De La Colombiere. Quando um coração é empolgado pela paixão, torna-se surdo e cego! … Por mais que se lhe faça notar a sua loucura, por mais que se lhe dêem conselhos os mais judiciosos, os mais comoventes, ele não quererá ouvir nada. Dispara, está louco! Fazei então ouvir a razão a um louco!

Sob esta impressão primeira, a pessoa empresta ao objeto amado as qualidades mais belas, mais atraentes, mais transcendentes. O amor é uma febre e uma alucinação. Quando chega a um certo paradoxismo, e quando os sentidos também fazem ouvir as suas reclamações ruidosas, a pessoa é capaz de tomar uma decisão irrevogável, à qual tudo deverá ceder, ante a qual os pais demasiado fracos se inclinarão, e que amanhã… arrancará soluços! Será tarde demais!

A paixão é cega, pesada e efêmera.

Cega, não considera no seu objeto senão aquilo que a lisonjeia, ocultando em sombra espessa aquilo que a contraria. Não vê, pois, bastante claro para julgar sãmente, ou só verá certas qualidades físicas que talvez dissimulem muitas deformidades morais.

Surda, impede de ouvir os conselhos da prudência, da razão e da fé. Todos os outros estão de “parti-pris”, só ela tem razão, e tudo o que lhe objetam não tem valor.

Efêmera, exaure-se pela sua própria força e pelos seus excessos. Um nada fá-la nascer, um nada fá-la cair. E, quando desaparece a nuvem de incenso que cercava o ídolo, fica-se despeitado, desesperado, mas é tarde demais. Os liames contraídos sob o império do encanto, estes não cairão; doce grinalda de flores no início, torna-se-ão pesadas cadeias, nas quais o coração desapontado se dilacerá, sem poder conseguir quebrá-las.

Então o desencanto, o enjôo, o ódio, as censuras, as disputas sobrevêm. Parece que era outra a pessoa a quem se amava. E então põe-se na antipatia o mesmo exagero que se pusera na admiração! E a lembrança do ideal dantes entrevisto não basta para fazer suportar a realidade presente. O coração amigo que viera fazer ouvir a voz da razão não pôde ser escutado, a pessoa chocou-se, melindrou-se. A união infeliz consumou-se. Após o que, como todas as outras miragens, esta se eclipsou no momento em que se julgava alcançá-la. O amor é essencialmente nômada. Muitas vezes, já está velho ao cabo de três semanas! (Rouzic).

  1. O casamento expresso. – Este casamento a vapor é rapidamente concluído, no ar, sem que se tenha pensado em cercar-se das precauções comuns que, entretanto, devem intervir nesse negócio capital. – É sobretudo o caso de moças que querem a todo transe sair do seu meio, alforriar-se da tutela da família, que procuram emancipar-se, e, para isso, se lançam sem reflexão, num amor, numa aventura que lhes reserva bem negros pesares.. não se deve precipitar assim uma ação tão grave!… O coração pode ter intuições súbitas, mas é preciso desconfiar das impressões súbitas demais e excessivamente vivas.

É preciso dizê-lo: os maus casamentos não são raros. Às vezes as pessoas se casam com a idéia de que não terão nada a fazer a não ser o seu bel-prazer, e de que poderão libertar-se de tudo o que se afigura um obstáculo à liberdade. Nestas condições, impossível é ficar firme no meio das tentações penosas que se terão de suportar, impossível suportar contrariedades, as dificuldades que pululam. A mulher que assim se lança na vida com semelhante inconsciência, nunca tendo compreendido a grandeza e a dignidade do Sacramento que recebeu, não pode fazer outra coisa senão cortar rente com tudo… Com tudo o que a incomoda e a aborrece. É a consciência fatal de uma união contraída fora do dever e do verdadeiro amor.

Parte  V

A vocação da donzela

Namoro Cristão: Como aceitar que se continue solteiro – 2ª Parte

por Pe. Thomas MorrowImagem

Extraído do livro “Namoro Cristão em um mundo supersexualizado”

Transcrição: Blog “A Formação da Moça Católica”

Concretizar metas de trabalho

O tempo de solteiro é um bom momento para estabelecer metas de trabalho. Se você está contente com a sua profissão, é o momento de adquirir e atualizar os conhecimentos ou técnicas de que necessite para crescer nela. Este é o período de firmar-se na sua vida profissional, não depois de começar um namoro ou, menos ainda, depois de estar casado.

Aprender a viver com simplicidade

Uma das maiores causas de problemas matrimoniais é o dinheiro. Agora é o momento de você aprender a ser responsável, de economizar para adquirir uma casa. Muitos jovens são tremendamente perdulários com o seu dinheiro quando estão solteiros, e depois, quando se casam, lamentam não terem sido um pouco mais prudentes.

No seu livro, The Simple Living Guide, Janet Luhrs sublinha com acerto que “viver com simplicidade é viver prudentemente. Você tem de escolher o seu modo de vida, ao invés de andar por ela com um piloto automático […]. Qualquer  que seja o nível dos seus vencimentos, guarde uma parte considerável. Viver com simplicidade significa ter dinheiro no banco e manter o cartão de crédito no azul […]. Viver profundamente significa estar envolvido […], estreitamente ligado às pessoas, aos lugares e às coisas da vida. Quando você tiver um estilo de vida mais simples, terá espaço e tempo para conhecer e amar as pessoas desse modo mais profundo […]. Rodear-se-á das pessoas de quem gosta e que o estimam por ser mais maduro no seu interior”.

Gastar moderadamente, investir com prudência, viver com simplicidade, ser generoso com os pobres e com a Igreja são facetas que fazem parte da vida cristã. Não são matérias opcionais. Agora é o momento de você aplicar a fé ao modo de administrar os seus gastos. Desse modo, ir-se-á preparando não só para o matrimônio, mas também para o Reino.

Viver modestamente não é algo que tenha a ver somente com o dinheiro. Também se aplica ao tempo. Jante Luhrs observa que a nossa onipresente “escassez de tempo é realmente uma escassez de intimidade. É muito mais fácil estar freneticamente ocupado do que amar e conhecer em profundidade os outros e conhecer-se a si próprio. Quando vivemos numa pressa constante, não reservamos tempo para esmerar-nos no trato com os outros e ocupar-nos realmente deles. As relações precisam de tempo para alimentar-se”.

A intimidade e as relações são coisas que nos realizam como pessoas: são as coisas que nos trazem uma autêntica felicidade. Há pessoas solteiras tão hiperativas que não são capazes de parar um pouco e relacionar-se com os outros. Muitas, muitas pessoas –solteiras e casadas- têm que reduzir a velocidade e reservar tempo para “cheirar rosas” de uma amizade serena e tranqüila. Que importante é isto para a saúde psicológica e espiritual!

Não sobrecarregue o seu dia com demasiadas coisas que fazer. Pense que várias dessas coisas raramente são imprescindíveis. Relaxe. Passe bons momentos ou até horas em conversas aprazíveis. A vida será muito mais doce e você poderá levar adiante o seu namoro.

Acabar com o excesso de televisão

Quando eu era um engenheiro jovem [1], voltava do trabalho para casa pensando no trabalho e, enquanto cozinhava e jantava, ligava a televisão e mantinha-a ligada até bem avançada a noite. Eram noites inteiras desperdiçadas. Por fim, dei-me conta da minha insensatez e comecei a jantar na sala de jantar enquanto lia um livro ou uma revista. Foi um grande passo. De um dia para o outro, passei a ter muito mais tempo para viver a minha vida, para fazer as minhas orações e estar com os amigos. E, além disso, deixei de estar sob a influência da duvidosa moralidade da televisão.

Portanto, se você quiser ter uma vida piedosa e eficaz, desligue a televisão, a não ser que haja algum programa realmente bom. Escolha os programas cuidadosamente. Aproveite o tempo lendo ou conversando com os amigos.

Em resumo

Se você está solteiro, não é o momento de pensar ansiosamente no casamento, mas de conseguir ser melhor pessoa. Esforce-se por relacionar-se com Deus por meio da oração, da Missa diária = sempre que seja possível – e dos sacramentos. Procure apoio para a sua fé na leitura de livros que tratem de temas de espiritualidade e freqüente algum grupo de formação católica, ou pelo menos trave amizade com outros católicos autênticos que o ajudem a viver a fé com mais facilidade. Concretize as suas metas profissionais e dê os passos necessários para alcançá-las. Vigie os seus gastos e não desperdice o tempo com frivolidades, que assim gozará de liberdade e maturidade para cultivar amizades boas e enriquecedoras. Deixe de ligar automaticamente a televisão quando voltar para casa. Se fizer tudo isso enquanto está solteiro, estará bem preparado para quando aparecer a pessoa adequada com quem casar-se e, o mais importante, agradará a Deus.

 

[1] Nota do blog: No início do livro o Pe. Thomas Morrow conta que descobriu sua vocação num tempo mais tardio e por isso exerceu antes a profissão de engenheiro

Pe. Thomas Morrow – “Namoro Santo em um mundo supersexualizado” – Ed. Quadrante

Leia a primeira parte deste artigo neste link: Namoro Cristão: Como aceitar que se continue solteiro – 1ª Parte

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Namoro Cristão: Como aceitar que se continue solteiro

Extraído do livro “Namoro Cristão em um mundo supersexualizado”Imagem

Transcrição: Blog “A Formação da Moça Católica”

Como aceitar que se continue solteiro

Um fenômeno que nos últimos dez ou vinte anos percebi entre os católicos solteiros é a procura obsessiva por um cônjuge. Pode ser o caso da mulher que teme ficar mais velha, e se o seu Príncipe Encantado tarda em chegar, não poderá ter filhos. Ou do homem que não conseguiu encontrar a mulher perfeita e se sente infeliz. Em ambos os casos, estão obsessionados por encontrar a pessoa adequada. Há quem chegue até a casar-se com alguém absolutamente inapropriado, pensando que semelhante relação é melhor do que nenhuma.

Tudo isso revela uma séria falta de confiança em Deus. Deus tem um plano para cada um, e preparou as coisas para nosso bem, sempre que o amemos. São Paulo diz que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus (Rom 8,28). Acreditamos nisso? Se é assim, basta que digamos a Deus, seja qual for a idade que tenhamos: “Senhor, obrigado por não me ter casado até agora. Sei que isto servirá para o meu bem, por que te amo”.

Na Sagrada Escritura, o Senhor diz-nos repetidamente que está bem junto de nos e que devemos confiar nEle: Bem-aventurado o homem que confia no Senhor e que põe nEle a sua esperança. Assemelha-se à árvore plantada à beira do riacho, que estende as raízes para a corrente; se vier o calor, não temerá e a sua folhagem continuará verdejante; em ano de seca, não se inquietará, pois continuará a dar frutos. (Jer 17, 7-8).

Mateus diz-nos também: Olhai as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem recolhem nos celeiros, e o vosso Pai celeste os alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à sua estatura? […] Não vos aflijais nem digais: “Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos?” São os pagãos que se preocupam com todas essas coisas. Bem sabe o vosso Pai celestial que precisais de todas elas (Mt 6, 26-32).

Podemos imaginar Jesus dirigindo-se aos cristãos solteiros com estas palavras: “Não vos preocupeis por não saberdes quando ou com quem ides casar-vos. O vosso Pai celestial sabe que quereis um cônjuge bom e piedoso. Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e também isso vos será dado”.

Talvez esta outra citação seja mais apropriada para os cristãos solteiros que andam preocupados: Espera no Senhor e pratica o bem; habita a terra e apascenta em plena segurança. Põe no Senhor as tuas delícias, e Ele atenderá aos desejos do teu coração. Confia ao Senhor os teus caminhos, espera nEle, e Ele agirá. Tranqüiliza-se no Senhor e põe nEle a tua esperança (Sal 36, 3-5, 7).

Buscai primeiro o reino

Como traduzir em realidades tudo isto? Em primeiro lugar, é necessário buscar o Reino de Deus. Como você o fará? Pois bem, comece pela oração, pela autêntica oração. Essa oração exige um certo tempo. Se você busca verdadeiramente o Reino de Deus, a sua oração deve refletir essa exigência, deve ser olhada como a pérola de grande valor de que nos fala Jesus (cfr. Mt 13, 46-47), porque merece que você a anteponha a tudo o mais.

Como pessoa solteira, a sua situação é única a respeito do emprego do seu tempo. Você tem mais tempo que nunca, até que se aposente. Não o malbarate olhando abatido à sua volta, sentindo-se triste por não ter encontrado a pessoa ideal. É o tempo próprio para adquirir uma profunda vida de oração.

Depois de ter conseguido orar diariamente quinze ou vinte minutos, pense na possibilidade da Missa, também diária. As suas ocupações não o permitem? O problema não é insolúvel: peça ao Senhor que lhe mostre o modo de resolvê-lo. Eu também achava que não tinha tempo. Se já me custava levantar-me cedo para chegar pontualmente ao trabalho, quanto mais se passasse a ir à Missa das sete! Um dia, o Senhor sugeriu-me que o tentasse e visse se a minha saúde, que nunca foi robusta, poderia sobreviver. Não somente sobreviveu, mas melhorou. Comecei a ir à Missa diariamente há vinte e cinco anos, e não morri. Foi uma das maiores alegrias da minha vida. Muitos, muitos dos nossos jovens católicos solteiros, homens e mulheres, começaram a fazer o mesmo, e isso tem sido uma grande fonte de bênçãos para as suas vidas. Portanto, abra um pouquinho o seu coração à possibilidade da Missa diária agora, enquanto está solteiro. Peça ao Senhor que faça você generoso/a neste ponto. Verá a grande surpresa que há de ter.

Ler os escritos dos santos

Uma das coisas que você pode fazer para manter altas as suas motivações religiosas consiste em ler não só a vida, mas os escritos dos santos. Isso é extraordinariamente importante se deseja progredir na vida espiritual. Faça-o agora, enquanto está solteiro, e avivará no seu coração o desejo de uma intensa vida interior. E mais do que obsessionar-se por encontrar um bom cônjuge, centrar-se-á na sua salvação e avançará em direção à sua meta.

Procurar apoio para viver a fé

Tanto como ler escritos dos santos, ajudá-lo-á a manter viva a fé encontrar bons amigos que a compartilhem consigo. Muitos católicos solteiros se sentem sozinhos porque, num mundo paganizado, lutam por viver a sua fé sem apoiar-se em algum grupo. Se você deseja ter um autêntico namoro cristão, deve rodear-se de pessoas que tenham a sua fé, de amigos que lhe permitam participar de uma “família” de católicos, de pessoas com as quais possa ter uma verdadeira vida social cristã.

Nos começos dos anos noventa, criamos dois grupos na região de Washington DC: uma para homens, chamado St. Lawrence Society, e outro para mulheres, chamado St. Catherine Society. Tinham por fim ajudar homens e mulheres a encontrar nesses grupos ajuda mútua para viverem a fé.

A Sociedade de Santa Catarina, chamada assim em honra de Santa Catarina de Alexandria, padroeira das mulheres solteiras, começou em 1992 e, quase desde o princípio, as associadas compreenderam que podiam ser abertamente católicas, sem se preocuparem com o que os outros pensassem. – “Padre, é uma alegria muito grande fazer parte deste grupo. Aqui sinto-me… segura!” Era alegre, cheia de vida, e praticava verdadeiramente a sua fé. Tempos depois, encontrou-se com o antigo namorado para tomarem um café, e este perguntou-lhe se continuava a praticar sua fé.

– “É claro”, replicou ela.

– “Vai à Missa todos os domingos?”

– “Para falar a verdade, vou diariamente”.

– “Sem sexo?”

– “Sem sexo”.

Ele não estava disposto a fazer o mesmo, mas ficou impressionado. Era uma mulher atraente e elegante, de sucesso, bem integrada no mundo, e que vivia ativamente o seu amor a Deus. Mais de 60% daquelas mulheres tinham uma sólida vida de piedade. Todos desejavam ir às suas festas porque eram alegres e entretidas, e se passava muito bem em companhia delas.

A Sociedade de São Lourenço, chamada assim em honra de São Lourenço, o padroeiro dos homens solteiros, é também vibrante. Mais da metade dos seus membros vai à Missa e faz oração diariamente, e quase todos vêm aprofundando nos fundamentos e conseqüências da sua fé. Um membro recente dessa sociedade comentava há pouco, a propósito do grupo: “Nunca vi nada igual em outra cidade. Aqui vocês criaram um ambiente maravilhoso”.

Espero que muitos dos jovens católicos que leia este livro se animem a formar grupos semelhantes nos seus bairros. Ajudá-los-á a fazer bom uso dos seus anos de solteiros, crescendo na fé e polindo as virtudes da convivência. Agradarão a Deus e, ao mesmo tempo, melhorarão a qualidade do seu comportamento na vida social: serão mais simpáticos.

Pe. Thomas Morrow – “Namoro Santo em um mundo supersexualizado” – Ed. Quadrante

Leia a continuação do artigo neste link: Namoro Cristão: Como aceitar que se continue solteiro – 2ª Parte

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