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Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

 

Oração a Nossa Senhora do Carmo

Senhora do Carmo, protegei-nos de todos os perigos e dai-nos a graça de termos uma boa morte. Que sob o vosso olhar e sob a vossa proteção possamos obter a misericórdia de Deus todos os dias de nossa vida. Querida Mãe, não nos deixeis abandonados ao nosso egoísmo, indiferença, ódio e rancor. Protegei as crianças, os jovens, os pais e as mães de família e os idosos. Fazei crescer em nossos corações o amor, especialmente pelos que mais precisam de nossa atenção e carinho. Amém!

Escapulário e imagem de Nossa Senhora do Carmo que ganhei de amigos queridos!

Escapulário e imagem de Nossa Senhora do Carmo que ganhei de amigos queridos!

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo – A grande promessa de salvação

 

Vem chegando o dia de Nossa Senhora do Carmo e gostaria de indicar um livrinho que ensina a respeito desta piedosa devoção:

Clique aqui para baixar o livro.

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“O Santo Escapulário ou “bentinho” do Carmo constitui um grande meio de perseverança e salvação, posto ao nosso alcance pela misericórdia divina. Entretanto, muitas pessoas hoje em dia o usam como mero enfeite.

Tal uso poderá vir até a ser recompensado, mas não tem o mesmo valor de proteção constante contra os ataques do demônio, nem merece as grandes promessas a ele ligadas por Nossa Senhora. Como nota famoso missionário do século XIX, “usar o Escapulário só é uma prática mariana na medida em que piedosamente o fazemos”.

O objetivo deste livro é revelar a tantos que o usam sem o conhecer, ou que gostariam de saber melhor sua história, o verdadeiro tesouro que é o Santo Escapulário e os privilégios que encerra. Aqui o leitor encontrará tudo o que é necessário para tirar todo o proveito dessa prática piedosa. E sobretudo para dar glória a Nossa Senhora, que nos concedeu meio tão fácil e seguro de salvação e proteção contra os perigos do corpo e da alma.”

 

Trigésimo primeiro dia de meditação do Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

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Consagração a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento

I. Ao finalizar esse belo mês que vos temos consagrado, ó Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, depois de termos meditado vossas grandezas e admirado a perfeição de vossas adorações e de vosso serviço eucarístico no Cenáculo, resta-nos consagrarmo-nos inteiramente a vós a fim de que vos digneis nos proteger e dirigir em nossa vocação adoradora.

Às vossas divinas mãos, confio, pois a direção de minha vocação e a graça de cumprir os sublimes deveres que ela me impõe.

Bela, por certo, é minha vocação de adorador, e entre todas as mais bela, pois que me estabelece para sempre no serviço da adorável Pessoa de Jesus Cristo em seu divino Sacramento.

É uma vocação privilegiada porque me dá direito de dirigir-me à sua divina Pessoa diretamente, sem intermediário. É bela e sublime, pois que compartilho das funções dos Anjos, e se ousasse dizer, até mesmo do serviço da Santíssima Virgem para com Jesus.

Esta divina vocação requer qualidades especiais, virtudes reais; exige uma pureza ao menos vulgar, e eu nada tenho, nada posso. Pelo contrário, só tenho defeitos e maus hábitos; estou cheio de amor próprio; não tenho humildade nem mansidão, nem espírito de mortificação; não sei orar nem meditar e tenho apenas uma piedade rotineira, alguns pobres pensamentos de virtude, mesquinhos e incompletos.

Ai de mim, Deus meu! Vós que deveríeis ter ao vosso serviço tudo quanto pode haver de maior, de mais perfeito e de mais santo, como pudestes escolher-me? A mim, fraco, pobre, criatura sem valor, repleta de misérias, assinalada ainda com as cicatrizes dos pecados passados, ainda toda desfigurada com a letra do homem velho que vive em mim?! Como me atreverei a aceitar essa honra, habitar com os Anjos, na mesma casa de vossa divina Mãe, permanecer em vossa companhia e em vossa soberana presença?

Ó Maria, minha celestial Rainha e divina Mãe, não posso aceitar esta graça, tornar-me o feliz servo de Jesus Eucaristia, se não consentirdes em me formar, educar-me, revestir-me de vosso espírito, virtudes e méritos; se não me quiserdes como vosso filho, vós que sois a Rainha e Mãe dos servos de Jesus, vós que só viveis para Jesus e que nos amais em Jesus e por Jesus.

Em vossas mãos entrego, pois, ó boa Mãe, a graça e a direção de minha vocação. A vós me entrego, apresentai-me a Jesus, e assim apresentado e formado por vós, ó boa Mãe, Jesus, meu bom Mestre, me acolherá benignamente e há de me amar em vós.

II. Se minha vocação é bela, grandes e sublimes são seus deveres. Devo passar minha vida na adoração aos pés do trono do Amor Encarnado, fazendo diante do trono eucarístico o mesmo que os Anjos e Santos fazem e eternamente hão de fazer no céu; louvar sua bondade infinita, bendizer sua misericórdia ilimitada, agradecer seu amor, dedicar-me à sua glória, imolar-me pelos pecadores, consumir-me pela extensão de seu reinado na terra.

Devo viver sempre com Jesus Sacramentado, como a Santíssima Virgem em Nazaré e no Cenáculo, e como os santos na glória do céu.

Não devo abandoná-LO para servir e seguir o próximo; minha missão é idêntica à de Madalena contemplativa, com a Rainha dos Apóstolos no Cenáculo, orando diante do Tabernáculo e convertendo o mundo por sua oração aos pés da Eucaristia; é a missão de Santa Tereza, de Santa Catarina de Sena e de outras almas santas que fazem um contínuo apostolado de oração e imolação.

Devo honrar de um modo especialíssimo a vida interior e oculta de Jesus no Santíssimo Sacramento; devo viver desconhecido dos homens, mesmo dos santos e piedosos; esquecido dos meus, desprezado pelo mundo, morto a tudo, para viver mais pura e livremente com Jesus, em Deus.

Mas, como poderei desempenhar sozinho tão sublimes deveres? Como me atreverei a aproximar-me de Jesus e servi-LO? Ai de mim, sozinho hei de me envergonhar. Oh! Minha boa Mãe, já que vos dignastes ser minha Mãe, permiti-me adorar convosco a Jesus, bendizê-LO com vossos louvores, suplicá-LO com vossas preces, servi-LO com vossas mãos, amá-LO com vosso coração, glorificá-LO com vossa santidade. Assim serei vosso discípulo, vosso filho, e ousarei dizê-LO? Uma pequenina Maria, uma outra vós mesma servindo a Jesus.

Ó boa Mãe, a vós contarei, simples e ingenuamente, minhas faltas. Repetir-vos-ei minha ignorância, minha pouca instrução e meus pequeninos sucessos; hei de ofertar-vos as modestas florinhas das virtudes que praticar e oferecereis tudo isto a Jesus, e eu me unirei a vós. Somente sob esta condição espero tornar-me um verdadeiro servo do Santíssimo Sacramento.

Meu Deus, eis aqui vosso humilde servo; faça-se em mim segundo vossa misericordiosa bondade e conforme vossa graça de amor.

Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, Mãe e Modelo dos adoradores, rogai por nós que recorremos a vós.

Para o encerramento do mês

Ó Mãe do Verbo Encarnado, Virgem Imaculada. Tabernáculo vivo da Eterna Sabedoria! Ó Nossa Senhora do Santíssimo Santíssimo Sacramento, escolho-vos neste dia e para sempre por minha Rainha e minha Mãe; coloco-me sob vossa especial proteção e sob vossa direção tão sábia e tão amável. Consagro-me por vós a Jesus no Santíssimo Sacramento, por este seu desejo e sua vontade, que nos cheguemos a Ele por vós, ó Maria.

Apego-me e uno-me a vós, porque preciso de vosso amor, de vosso auxílio, de vossos exemplos e de vossas graças; porque sei que quanto mais vos amar e vos for dedicado tanto mais amarei e servirei fielmente a Jesus; porque sois a Mãe e o Modelo dos adoradores e que só Vós me podeis formar no serviço real da Eucaristia, ensinar-me seu espírito, obter-me o amor e a perfeição.

Ó Maria! Ó Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, ó piedosíssima, ó dulcíssima, ó Imaculada Virgem! Dignai-vos apresentar-me a Vosso Filho Jesus, para que eu seja seu servo e seu perpétuo adorador, unicamente dedicado ao serviço de seus direitos e de sua Divina Pessoa, à glorificação de sua Real Presença e à exaltação de seu reino eucarístico. Apresentai-Lhe, eu vos peço, meu espírito e meu coração, minha alma e meu corpo, todo o meu ser enfim, para que de ora em diante não mais me pertença em coisa alguma, mas seja d’Ele por vós, no tempo e na eternidade.

ASSIM SEJA.

Obs.:Trecho extraído do livro: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, do Bem aventurado Pedro Julião Eymard. O mesmo pode ser baixado no blog alexandriacatolica.blogspot.com.br

Trigésimo dia de meditação do Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

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Triunfo de Maria

I. No dia de sua gloriosa Assunção ao céu, em corpo e alma, Maria recebe o remate de todas as suas graças. Com razão podemos nos regozijar, pois longe de perdermos nossa Mãe, Ela nos precede na glória para nos preparar um lugar e nos adquirir direitos sobre o Coração de Deus.

A Assunção de Maria nos autoriza a dizer-lhe: “Ó Deus, grande em verdade é nossa miséria; esta terra não é senão um vale de lágrimas, porém vos envia o que possui de mais belo, uma maravilha, como jamais imaginou podia traduzir: Maria, vossa Mãe! Olhai-nos, pois, com olhares misericordiosos em atenção a essa flor bendita de nosso vergel que hoje vos oferecemos; é a mais pura e famosa que nele floresceu.”

O triunfo de Maria é também o de Jesus, pois que Ele reencontra sua Mãe. Por sua presença torna a ser filho. Como pode Jesus separar-se de sua Mãe, amando-A tanto? Só o fez por nosso amor; uma vez que no-LA deu por Mãe, era mister que nos deixasse gozar de tão inefável dom. mas era chegado o momento de recuperar seu tesouro.

Jesus vem em pessoa buscar sua Mãe. Imixa super dilectum suum. Maria tinha morrido de amor; o desejo de ver seu Filho e de se unir completamente a Ele consumiu sua vida. Jesus vai lhe preparar um belo triunfo. Oh! Quem poderá explicar o que se passou no encontro de Jesus com Maria! Conheceis a felicidade que experimentaram a mãe e o filho ao se reverem após longa separação. Jesus ansiava por tornar a ver sua Mãe, ei-LA que chega! Com que ósculo de amor A teria recebido!

II. Jesus mesmo vai introduzi-LA na glória pois lhe deve uma compensação. Maria viveu na terra, pobre e na obscuridade; era chegado o momento de coroá-LA de glória e de honra.

A entrada de Maria no céu foi rodeada de tal esplendor como jamais fora visto; entrou por uma porta especial, aberta só para Ela, pois que não era possível passar pela porta dos simples eleitos. Se os doze Apóstolos são as doze portas do céu, Maria é a porta régia que dá acesso à pátria, a porta por excelência.

Oh! Porta augusta e feliz! Que dita passar por ela! Certo é que a observância da lei nos confere direito ao céu; contudo, é mais seguro confiar-se na misericórdia de Maria porque a misericórdia procura salvar a todo custo. Entrai, pela porta da misericórdia, e não nos apoieis tanto sobre vossas obras nem sobre o cumprimento da lei; tudo isto, se bem o examinamos, deixa muito a desejar.

Jesus conduz sua Mãe pela mão até junto do trono de Deus: “Eis aqui, ó Pai, lhe diz, Aquela a quem por modo particular vos associastes, escolhendo-A para me dar a Humanidade.”

E o Pai a coroa com três títulos incomparáveis de “Rainha, Mãe e Mediadora.” Mas, no diadema de Maria, brilham três pérolas de maior fulgor: são as pérolas de sua humildade, de sua pobreza e de seus padecimentos.

III. Maria foi a mais humilde das criaturas e por isso mesmo no céu será a mais gloriosa. Se ocupa um trono mais perto de Jesus Cristo é porque mais do que ninguém se aproximou da perfeição de sua humildade. Maria que nem sequer havia incorrido na humilhação do pecado original foi considerada no mundo como uma simples filha de Eva. Foi tratada como seu Filho; os judeus A consideraram como uma mulher ambiciosa, Ela que jamais pronunciou uma palavra em seu favor.

Ninguém foi tão pobre quanto Maria, nem houve pobreza tão meritória porque Ela era a Mãe do Rei do céu e da terra. Para imitar a pobreza de Jesus, Maria trabalha em Nazaré e mendiga no Egito. Haverá casa mais pobre do que a de Loreto? A justiça de Nosso Senhor devia pois, à sua Mãe, uma compensação; é por isso justamente que Ela participa de todos os méritos e graças de seu divino Filho, e pode dispor deles livremente. Todas as graças de salvação nos serão dadas por Maria; graças naturais ou espirituais, visto que Ela possui as riquezas do próprio Deus.

Se a justiça divina não opusesse à inclinação de seu maternal Coração, bem depressa as portas do inferno seriam fechadas; tão certo é que o demônio se viu forçado a confessar que não está certo da vitória enquanto o protegido de Maria conserva um sopro de vida. Com efeito. Nossa Senhora suplica, insiste, arranca de Deus graças de misericórdia e de perdão mesmo para os pecadores mais endurecidos.

Finalmente, se a felicidade está sempre em relação direta com os sofrimentos, ninguém no céu é tão feliz quanto Maria, porque ninguém sofreu tanto e ninguém igualou seu amor.

Deus permitiu que Ela sofresse um martírio contínuo. A profecia de Simeão amargurou todas as suas alegrias; desde aquele momento Maria supriu a Jesus, ainda demasiado jovem para sofrer publicamente, e aos pés da cruz se aproximou de Jesus para sofrer mais. Como no céu A queria mais perto de Si, Ele a uniu a seus sofrimentos e às suas humilhações mais intimamente do que qualquer outra criatura.

Para dizer tudo: Deus coroou Maria de glória e de honra como à obra prima de seu amor, de tal modo que acima d’Ela não há mais que Deus. “Solo tonante minor”. Mas no meio de sua glória Maria lembra-se de que é nossa Mãe, e que se nos precedeu no céu foi para nos facilitar a entrada e aí nos conduzir. Se soubermos chamá-LA em nosso auxílio, na hora suprema, Ela mesma virá buscar-nos pela mão.

* * *

Os numerosos milagres de Lourdes na procissão do Santíssimo Sacramento (conclusão)

Registraram-se em 1889 curas bem extraordinárias em Lourdes. A senhora Facq, de Pontá-Mousson, com 44 anos de idade, mãe de dez filhos, e paralítica há 5 anos, foi levada às piscinas, quase agonizante. Deveria ser introduzida nas águas, em tal estado? Mas, objetaram as Irmãs, se está desenganada, e somente poderá viver por uma prodigiosa intervenção da Virgem?! Oito senhoras da Hospitalidade puseram-se a dispor a doente para a imersão. Apenas mergulhada n’água, os lábios se tornaram lívidos, manifesta-se a agonia, o fim supremo. Recitam-se as orações dos agonizantes. Nesse momento, ouve-se a campainha que anuncia a aproximação do Santíssimo Sacramento. Sem demora é a doente levada, sob uma chuva torrencial, ao lugar em que deveria passar a procissão. As enfermeiras ajoelharam-se em torno dela, e uma religiosa chama-lhe a atenção, levantando-lhe um pouco a cabeça que, entretanto, recai, e a doente nem sequer abre os olhos, dando sinal de vida. O Santíssimo Sacramento vai passando então. De repente, a pobre senhora se ergue um pouco, abre os olhos, fixando-os no Ostensório, e logo em seguida, pondo-se de pé, caminha ao encontro da Santa Hóstia, caindo-lhe aos pés. O Ostensório descansa alguns minutos sobre sua cabeça e a miraculada, radiante de alegria, pés descalços, segue atrás do pálio, e teria acompanhado o Santíssimo Sacramento até a basílica, se não a tivessem detido em frente ao asilo dos peregrinos.

Apraz-nos ainda relatar a cura do jovem Guy de Montpellier. Paralítico de um braço, ficara com esse membro atrofiado, sem vida, cuja epiderme, sem cor, se intumescia em placas. Com a mão do braço sadia, levanta o suporte em que repousara o membro doente, fazendo-o tocar o ostensório. Imediatamente experimenta um forte abalo, e o movimento, o calor, a vida, enfim, voltam ao braço paralítico; desembaraçando-se do aparelho, sente-se completamente curado.

Ao lado de Guy, eis uma criança de 12 anos, paralítica em conseqüência de uma coxalgia tuberculosa, jamais tendo conseguido andar. Ao passar em sua frente o Santíssimo Sacramento, agarrou com as duas mãos o véu de ombro do Sacerdote que conduzia o Ostensório. Em vão se tentou fazê-lo soltar. “Não, disse a criança, não o deixarei enquanto não me levantar curado!” E, após alguns instantes de luta, levanta-se com efeito, sob os olhos da multidão maravilhada que se precipita sobre ele, levando-o em triunfo.

Disséramos que a proporção das curas na procissão do Santíssimo Sacramento era de 60%. Em 1898, porém, foi ultrapassada, tendo a peregrinação de Arras registrado a cura de todos os doentes durante a procissão.

Nos últimos anos, Lourdes tem sido o local escolhido para as homenagens a Eucaristia. Essas manifestações, anteriormente limitadas às peregrinações nacionais, foram em breve adotadas por todas, e fazem parte de todas as grandes cerimônias religiosas. Com o culto de Nossa Senhora de Lourdes, as homenagens eucarísticas têm tomado vulto, sob os desvelos dos Missionários.

A relação das curas operadas, a partir de 1888, na passagem das procissões, forma uma das mais belas páginas escritas sobre as maravilhas eucarísticas.

(Dr. Boissarie).

PRÁTICA Preparar os agonizantes para receber o Santo Viático; avisar o Sacerdote a tempo. Arranjar o necessário para que Nosso Senhor seja recebido convenientemente na casa dos pobres.

JACULATÓRIAOh! Maria! Dai-nos Jesus Sacramentado, agora e na hora de nossa morte.

Obs.:Trecho extraído do livro: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, do Bem aventurado Pedro Julião Eymard. O mesmo pode ser baixado no blog alexandriacatolica.blogspot.com.br

Vigésimo nono dia de meditação do Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

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A Perfeita Serva do Santíssimo Sacramento

I. Ecce ancilla Domini. Eis aqui a serva do Senhor, exclamou a Virgem Santíssima, e passou a vida a servi-LO o mais perfeitamente possível.

Maria é o soberano e divino modelos do nosso serviço eucarístico. Seu serviço no Cenáculo resume toda a sua vida. Ali renova todos os seus estados, todas as suas graças; no Cenáculo, suas virtudes atingem o cume da perfeição, tornando-se dignas do céu e da glória que lhes está reservada.

Prender-se a esse último elo da vida de Maria é a suprema graça para uma serva da Eucaristia, a qual deve se inspirar nas virtudes e na abnegação de sua boa Mãe, fazendo delas sua força e sua linha de conduta.

O espírito que deve animá-la se define assim: dedicação amorosa ao Santíssimo Sacramento segundo o espírito e as virtudes da Santíssima Virgem.

É um devotamento. Não nos consagramos para ser perfeitos ou felizes, nem sequer para adquirir riquezas espirituais e um belo paraíso; dedicamo-nos única e exclusivamente por amor. A dedicação só tem um desejo: dar prazer e prestar serviço. Pois bem. Nosso Senhor não nos pede que O sirvamos exteriormente nas almas, mas nos diz: “Para ser elevado em meu trono de amor, necessito de adoradores; sem adoradores não posso ficar solenemente exposto; portanto, permanecereis comigo, sereis meus adoradores, estareis unidos à minha Pessoa, sereis para Mim o que Eu sou para vós. Renunciareis totalmente à vossa própria vontade, Eu a quero para mim; do mesmo modo renunciareis aos vossos interesses pessoais, Eu deles me encarrego.”

Um rei trabalha por enriquecer seus súditos, porém não lhes revela seus planos.

Resulta, pois, que o campo que devemos cultivar é o próprio Nosso Senhor e unicamente Ele, que nos quer inteiramente para Si e se confia ao nosso cuidado. E a recompensa dessa dedicação, qual será? Viver perto do Rei, dar-lhe prazer, e sermos seus favoritos. Servirmos o Rei por sua própria glória, abnegando-nos completamente. Essa dedicação deve ser, pois, uma oblação de amor puro, puríssimo, eucarístico; a Eucaristia absorve tudo; Jesus dá-se inteiramente. Mas Ele traz consigo um sentimento de gozo e de felicidade inefável que se estende sobre a vida toda. Como assim? Poderá haver ideal mais grandioso do que vermo-nos associados à Eucaristia, à adoração, e tornarmo-nos pessoas de Jesus Cristo?

Consagrai-vos, pois a esse serviço com alegria e contentamento; o amor tem asas, voa, prefere o serviço de Jesus ao seu próprio repouso e felicidade. Quando não se ama, vai-se retardando, caminha-se devagar; a exemplo de Maria, correi, voai ao serviço da adoração de Jesus que está a vossa espera.

II. O serviço de Nosso Senhor: eis qual é nossa partilha em união com a Santíssima Virgem. Fostes chamados a servir ao Senhor e não a vós mesmos. Cuidareis, pois em evitar certas expressões que denotariam um conhecimento imperfeito desse sublime serviço. Não haveis de dizer: “Vou fazer meu serviço”; não, não, os mercenários assim dizem. Pelo contrário, haveis de dizer: “Vou fazer o serviço de Nosso Senhor.” Existe grande diferença entre esses dois termos e principalmente entre os dois pensamentos. Um cortesão gosta de dizer: “Estou a serviço do rei.” Pois bem, digamos nós: “Estou a serviço de Nosso Senhor”; desse modo, nos renunciamos, nos perdemos de vista e colocamos Nosso Senhor em evidência. Este serviço abrange várias funções; algumas, como a Santa Missa, a Adoração, o Ofício, se referem diretamente à Pessoa Divina de Jesus; outras, concernem à honra da Casa ou ao bem estar de seus servos. Todavia, são todas funções do real serviço de Nosso Senhor.

O decoro de sua Casa exige certos trabalhos, diversos empregos materiais, porque não somos puros espíritos; no entanto, nessas mesmas ocupações há de se ter em mira o Rei e trabalhar somente para Ele.

Dedicação à maior glória do Santíssimo Sacramento.

O que é esta glória e que devemos fazer por ela? Devemos referir-lhe todo o bem que praticamos, nada reservando para nós, sem querermos formar um pecúlio próprio, um tesouro à parte. Temos que ser como Maria, servos do Santíssimo Sacramento; servos que não contem mais com seu próprio interesse, sua personalidade, inteiramente devotados ao serviço de Jesus.

Que belo título! Foi o preferido por Maria, o único que aplicou a si mesma; tomando esse nome de vossa Mãe é mister assumir os deveres e virtudes que ele encerra; todos eles se acham incluídos no Magnificat: O Senhor olhou para a humildade e baixeza de sua serva.

Oh! Sim, se existe alguém que deva ser humilde é bem o servo. Que diríamos de uma serva que no serviço de seu amo fizesse somente o que lhe aprouvesse dispondo do tempo, reservando-se certos momentos? Devemos, porém tomar as virtudes de Maria em sua última fase: no Cenáculo, aonde não são mais que atos de adoração; ali a Santíssima Virgem adora com todas as suas virtudes e a adoração resume toda sua vida.

Servir a Jesus Sacramentado com o espírito e as virtudes de Nossa Senhora do Cenáculo, eis qual é a vida de uma serva; sua palavra de ordem é: Tudo para o serviço de Jesus Hóstia em união com Maria.

Os numerosos milagres de Lourdes na procissão do Santíssimo Sacramento (Cont.)

A partir de 1888, vem se elevando a proporção das curas operadas na procissão do Santíssimo Sacramento, em Lourdes. Da sexta parte passou em breve à quinta, depois à quarta, logo a um terço, e à metade, que foi ultrapassada em 1894 e 1898. Nesse último ano, registraram-se 40 curas nas procissões por 75 nas piscinas. Houve algumas oscilações em 91, 92, 95, mas no cômputo geral desses 10 anos, elevou-se a 60% o número das curas operadas nas procissões.

Os próprios doentes não precisaram conhecer essas estatísticas para constatar a eficiência das procissões; vêm pressurosos se agrupar na esplanada do Rosário, e de preferência durante as peregrinações a fim de tomar parte nas grandes manifestações eucarísticas, certos de que nessas cerimônias as curas são sempre mais numerosas.

Em 1889, registraram-se curas bem singulares. Eis uma jovem cega, Maria Luisa Horeau, de 19 anos de idade; não distingue o dia da noite, é conduzida pela mão para caminhar e até o próprio alimento precisa lhe ser dado por outrem. Devido a repetidas inflamações da córnea e profundas lesões na vista, seus olhos perderam a transparência. Não lhe tendo sido possível aproximar-se da gruta, colocou-se diante da piscina, pedindo à sua companheira que lhe avisasse a passagem de Nosso Senhor. “Ei-LO” disse afinal a amiga da pobre cega, no momento em que se divisou o Santíssimo Sacramento em meio da multidão que O cercava por entre aclamações. A doente lançou-se de joelhos: “Senhor, se quiserdes, me podeis curar! Senhor, fazei que eu veja!” De repente um clarão ofuscante passou diante de seus olhos e sentindo uma dor agudíssima, pôde abri-los. Divisou a gruta, a multidão ajoelhada, e Jesus que, radiante de glória, a abençoava. Recuperou completamente a vista, podendo perceber os mais delicados objetos. Examinados os seus olhos, apresentaram-se de uma clareza e limpidez perfeitas.

PRÁTICA Dedicar-se às obras do culto eucarístico, à imitação de Maria, servindo Jesus no Cenáculo.

JACULATÓRIA Oh! Maria, Mãe do Belo Amor, fazei-nos amar a Jesus no Santíssimo Sacramento, como O tendes amado.

Obs.:Trecho extraído do livro: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, do Bem aventurado Pedro Julião Eymard. O mesmo pode ser baixado no blog alexandriacatolica.blogspot.com.br

Vigésimo oitavo dia de meditação do Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

Maria e Jesus

Vida de união de Maria com Jesus

I. A Santíssima Virgem vivia na Eucaristia. Quem ama verdadeiramente pensa, deseja, trabalha, se regozija ou se entristece na pessoa amada; esta constitui seu centro natural de vida. Jesus, com efeito, disse: “Onde estiver seu tesouro aí também estará seu coração” e aos Apóstolos: “Permanecei em mim, permanecei em meu amor, assim como Eu permaneço no amor de meu Pai.”

A Santíssima Virgem permanecia pois na divina Eucaristia, centro de seu amor; todos os seus pensamentos, palavras e ações daí provinham, como os raios dimanam do sol; a Eucaristia era o oráculo a quem consultava e a graça que seguia.

II. Jesus, no Santíssimo Sacramento, continua, ainda, a mesma vida de amor que O consumia durante sua existência terrena; em seu estado sacramental prossegue adorando o Pai por meio de seus profundos aniquilamentos; continua a exercer o seu ofício de mediador e intercessor junto ao Pai em prol da salvação dos homens.

Maria se unia, pois, à oração de Jesus; a isso acrescentava o exercício e os méritos das virtudes que Nosso Senhor em seu estado glorioso não pode mais praticar agora; ao estado de humilhação de Jesus Sacramentado, correspondia pela virtude e pelos atos de humilhação; a seu estado de vítima, pelos sofrimentos atuais; a seu estado de propiciação, pelos atos de sacrifícios voluntários; para honrar a vida oculta de Jesus, Maria se aniquilava procurando não ser mais que uma simples aparência humana da qual todo o ser e toda a substância está mudada e transformada em Jesus Cristo; Maria é pobre como Jesus Sacramentado, e até mesmo mais, porque pode experimentar as privações reais da indigência. A exemplo de Jesus, a Virgem Santíssima obedece, e honra sua obediência sacramental submetendo-se ao último dos ministros da Igreja; e para imitar a docilidade de sua obediência tão simples e pronta, se considera feliz de obedecer, atende pressurosa ao primeiro sinal: numa palavra, Maria completa em si própria a vida eucarística de Jesus Cristo.

Ademais, a Virgem Santíssima renova na Eucaristia todos os mistérios da vida do Salvador perpetuando sua gratidão e renovando-a com maior intensidade.

III. Tal deverá ser a vida do adorador, se desejar viver na Eucaristia.

Mas, para alcançar esta vida de união é mister libertar-se de toda a escravidão, dessa vida do amor próprio que só pensa em si, até mesmo no serviço de Deus; que só fala de si a Jesus, dos próprios interesses, de seus negócios, e não sabe entreter-se com Ele conversando sobre Ele mesmo e sobre os interesses de sua glória, e as necessidades de seu divino Coração; que não sabe conservar-se calmo e tranqüilo a seus divinos pés, contentando-se com Ele e nada mas desejando fora d’Ele; é preciso renunciar a essa vida de impaciência, que não sabe ouvi-LO, e nos torna semelhantes a mercenários que aguardam impacientemente seu salário ou a estafetas ansiosos por partir. São bem poucos os adoradores que se julgam assaz recompensados e felizes em permanecer com Jesus, ocupados em servi-Lo como os Anjos no Céu e a Santíssima Virgem no Cenáculo. Geralmente vê a seus pés somente mendigos ou febricitantes que lhe imploram socorro.

E, no entanto nos palácios vêem-se cortesãos que permanecem largo tempo junto ao Monarca sem fazer outra coisa mais do que ato de presença para homenagear assim a majestade do rei.

Ah! Esse é o reinado dos sentidos e não apresenta dificuldades; porém, na Corte Eucarística de Jesus, se requer o reinado interior do amor divino do qual se tem medo, e foge-se dele, preferindo-se exercitar a atividade. Jesus só não basta, a Ele deseja-se acrescentar mais alguma coisa. A Santíssima Virgem jamais perdia de vista a presença eucarística de seu Filho: só se entregava ao trabalho quando essa era a vontade manifesta de Jesus, julgando-se assaz ocupada em estar a seus pés e bastante recompensada em possuí-LO.

* * *

Os numerosos milagres operados na procissão do Santíssimo Sacramento em Lourdes

A ciência contemporânea à análise durante muito tempo, a água das piscinas de Lourdes, no intuito de encontrar o segredo das curas que ela opera. A temperatura, a composição da água, tudo, enfim, foi estudado. “Quem sabe, disse certa vez um romancista, se em certas circunstâncias um banho d’água gelada não será capaz de curar um tuberculoso?”

Eis, porém, que por um desses incompreensíveis jogos da Providência, o plano primitivo dos milagres de Lourdes parece bruscamente modificado. Não é mais somente na piscina, onde um certo mistério envolve o doente, mas em melo da procissão, ao ar livre, sob os olhares de mil testemunhas que as curam se efetuam.

Jesus Eucaristia, que até então estivera cativo e silencioso, sai do Tabernáculo, atravessa a multidão, e seus raios, mais refulgentes do que o ouro e as pedras preciosas do Ostensório, encantam os nossos olhos, reanimam os agonizantes em seus leitos, arrastando-os curados e triunfantes, em seu seguimento. Esses raios aquecem ainda os corações enregelados, despertam as energias de almas entorpecidas há longos anos. Milagres de cura, milagres de conversão, quem poderá contá-los?

E é de se notar que, depois de 1888, as manifestações prodigiosas e sobrenaturais vêm tomando, cada ano, maior vulto, e, de par com elas, tudo o que constitui a vida real das peregrinações se desenvolve. O número de peregrinos é sempre mais crescente, as comunhões se multiplicam, e isto porque se dirigem os fiéis à fonte de que se alimenta toda a vida sobrenatural.

Foi justamente em 1888 que se fez a estatística das curas pela primeira vez, efetuadas à passagem do Santíssimo Sacramento. Atingiram a proporção de 16% sete curas nas procissões por quarenta nas piscinas. Grande número desses milagres não tem o registro exato do modo e do lugar em que se efetuaram. Muitas vezes uma cura começa na piscina e termina na procissão; entretanto, é muito mais raro o caso contrário, isto é, que comece na procissão e se conclua na piscina. E, na maioria dos casos, na ausência de qualquer resultado na piscina, a cura se faz instantaneamente diante do Santíssimo Sacramento.

A primeira cura assim efetuada foi a de Nina Kin, moça de 22 anos, que saíra dos hospitais de Paris. Um garrafão de 25 litros de ácido sulfúrico entornou-se sobre ela, queimando-a profundamente. Os nervos da perna se comprimiram na cicatriz e havia dez meses que se achava impedida de fazer qualquer movimento com esse membro. Em vão se recorrera a todos os tratamentos: fricções, aplicações elétricas, tudo fora sem resultado. Nina Kin tomou parte na peregrinação nacional. Mergulham-na por duas vezes na piscina e ela não experimenta sequer um sinal de melhora. A 22 de agosto, estando deitada diante da gruta em seu colchão, o Santíssimo Sacramento passa ao seu lado; experimentando um impulso violento, levanta-se do leito, e se desvencilhando dos varões que a protegem reúne-se, num passo firme, à multidão que segue Jesus Sacramentado.

(Extraído de um relatório lido pelo dr. Boissaire no Congresso Eucarístico de Lourdes em 1898. – Cf. Nova compilação eucarísticos, pelo Pe. Eugênio Couet.)

PRÁTICA Aplicar-se em união com Maria a viver de comunhão e de ação de graças por meio do recolhimento interior.

JACULATÓRIA Ó Coração de Maria, trono magnífico do Deus oculto, sede exaltado no mais alto dos céus.

Obs.:Trecho extraído do livro: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, do Bem aventurado Pedro Julião Eymard. O mesmo pode ser baixado no blog alexandriacatolica.blogspot.com.br

Vigésimo sétimo dia de meditação do Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

N. S. do SS Sacramento

A Eucaristia centro da Vida de Maria

I. A Santíssima Virgem vivia da vida eucarística de Jesus porque o amor requer a comunhão de vida.

Em Belém e Nazaré viveu da vida pobre e oculta de Jesus; no Egito, de sua vida perseguida; através das aldeias da Judéia, de sua vida apostólica, e, tendo também compartilhado de sua vida crucificada, devia, por conseguinte, e com maior razão, viver da vida eucarística de seu Divino Filho, que é a coroa de todas as outras.

Por meio da Eucaristia a Santíssima Virgem vivia uma vida totalmente interior, silenciosa e oculta, afastada do mundo, tendo Jesus por única testemunha e confidente. Sua vida transcorre na contemplação, em agradecer a infinita bondade da Eucaristia, esta visão absorve completamente seu espírito, alimentando-o com a verdade; penetra suavemente seu coração, que não tem outro desejo e necessidade senão amar sempre melhor entregando-se completamente e cada vez mais a Jesus; o próprio corpo de Maria participa dos gozos e da paz celestial dessa vida; está totalmente espiritualizado; “Cor meum et caro mea exsultaverunt in Deum vivum”. “Meu coração e minha carne exultaram em Deus meu Salvador”.

II. Esta contemplação eucarística é mais ativa que passiva; é a alma que se entrega sem cessar a Deus, sob a impressão sempre nova e sempre mais deliciosa de sua bondade, sob a influência crescente das chamas de seu amor que a purificam dando-lhe a verdadeira liberdade e unindo-a mais intimamente ao seu Amado.

O recolhimento é a primeira condição para atingir esta contemplação; a alma, livre das imagens, dos objetos exteriores, desprendida de todo o afeto desordenado, se dirige diretamente a Deus como a agulha magnética para seu pólo. A alma recolhida e fixada em Jesus alimenta-se de sua verdade, de sua bondade e de seu amor; a oração prolongada pouco ou nada lhe custa, pois livre de toda a escravidão pode seguir o Salvador por onde quer que vá sem que coisa alguma a violente ou a traia para outro objeto; e ademais porque, sempre presente a si mesma, pode estudar e aprofundar os mistérios sobre os quais medita; vê as coisas em Jesus Cristo, em toda a sua realidade; o recolhimento e a contemplação fortificam sua vista tornando-a refletida e penetrante.

II. Quão perfeita devia ser a contemplação de Maria aos pés do Santíssimo Sacramento, dadas as luzes tão extraordinárias de sua fé, a pureza de sua vida e o amor tão perfeito de seu coração! Certamente as distrações, essa febre do espírito e do coração, jamais perturbariam a paz que fruía no seu Dileto. Sua alma, mais intimamente unida a Jesus do que seu próprio corpo, sorvia a largos tragos a água viva da graça e do amor; olvidava-se da terra para ficar só com Jesus, porque o amor se comprar em isolar-se, em simplificar-se e concentrar-se na unidade a fim de aderir sempre mais estreitamente a seu objeto.

O adorador, unindo-se a Maria adoradora, aplique-se com paciência e constância à virtude do recolhimento; exercite-se na contemplação de Jesus Cristo, procurando antes conhecê-LO que gozar d’Ele, porque o amor nasce da verdade conhecida e, por isso, uma graça de luz vale muito mais do que a maior graça de consolação ou de doçura; o sentimento passa, mas a verdade permanece.

Oh! Feliz a alma que a exemplo de Maria compreende esse mistério de amor, o deseja, clama por ele sem tréguas, e nele se exercita sem cessar; o reinado de Deus estabeleceu-se nela.

* * *

A Primeira Procissão do Santíssimo Sacramento em Londres em 1888

As grandes peregrinações de Lourdes, após a que se efetuou em 1888, revestem-se agora de um caráter particular: a procissão eucarística, em que o Divino Sacramento faz refulgir sua glória e seu poder. De certo, o Salvador Jesus não era esquecido, anteriormente, nas piedosas homenagens prestadas à sua Santa Mãe; sem dúvida, igualmente. Maria operava as suas curas admiráveis nos corpos e nas almas, pela virtude onipotente de seu Filho, cuja Presença real domina o recinto da Gruta bendita, visto que somente Deus é autor de toda maravilha. Mas, naquele ano, conforme refere o Jornal de Lourdes, “aprouve à nossa boa Mãe ocultar-se para fazer manifestar-se com mais esplendor seu divino Filho na Eucaristia.”

O dia 21 de agosto de 1888 foi, para a peregrinação nacional, um dia de provação: registraram-se poucos milagres e, à tarde, desabou uma tremenda tempestade que impediu de se realizar a costumada procissão das lanternas. Diante da tristeza dos peregrinos, que, contudo, não haviam perdido a confiança, um pensamento do céu ocorreu de repente a um piedoso Sacerdote. Fazer-se uma aclamação triunfal ao Santíssimo Sacramento e, enquanto o Deus da Eucaristia passasse no meio dos doentes, a multidão prorrompesse em aclamações, repetindo as mesmas súplicas com que se obtiveram milagres do Salvador durante sua vida mortal. O projeto foi acolhido, naturalmente, com entusiasmo.

No dia seguinte, às quatro horas da tarde, Jesus-Hóstia saía da Basílica precedido e acompanhado por inúmeros fiéis empunhando círios. Após a Bênção, na Gruta, começaram as invocações, assinaladas por uma alegria e fervor indescritíveis. Um impulso de entusiasmo divino dominava a assembléia. De todos os catres, de todos os leitos, de todas as carruagens em que os enfermos se apresentavam, alguma coisa de súplice e tocante se fazia ouvir, e a multidão, num movimento unânime, clamava ao Filho da Imaculada, como outrora o paralítico e o cego de Jericó: “Se quiserdes, Senhor, me podeis curar!”

Eis que, diante da Gruta, oito doentes se levantaram. Como descrever esta cena? Ao ser entoado o Magnificat, foi impossível conter as lágrimas.

E, depois, todos os anos, nas procissões numerosas que passam diante da Gruta milagrosa, constata-se o mesmo entusiasmo de fé, igual ardor de oração por parte dos fiéis, e, da parte de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento, iguais prodígios de sua misericordiosa onipotência. Verdadeiramente, Maria preparou, em Lourdes, o triunfo de seu Filho Sacramentado.

(Os Milagres históricos do Santíssimo Sacramento, pelo Pe. Eugenio Cout)

PRÁTICA Pedir a Maria pela fiel perseverança das almas consagradas a Jesus no claustro ou no mundo.

JACULATÓRIA Ó Maria, quais criancinhas recém-nascidas, nós vos pedimos o leite espiritual de nossas almas, Jesus Eucaristia.

Obs.:Trecho extraído do livro: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, do Bem aventurado Pedro Julião Eymard. O mesmo pode ser baixado no blog alexandriacatolica.blogspot.com.br