Arquivo do mês: março 2016

Vigésimo quarto dia de meditação do mês de São José

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Oremos em união com as pessoas que fazem devotamente o mês de São José.

São José vivia no fervor

Ser fervoroso é aspirar, ser cada vez mais santo, é querer fazer mais hoje do que se fez ontem, mais hoje à tarde do que esta manhã… É procurar sempre aumentar, senão a tarefa, a atenção ligada à ela, o cuidado em executá-la… O fervor à vida, a marcha da alma para o céu… Não compreendeis que devia ser esta toda a aplicação de São José? Agradar a Jesus, a Maria: fazer hoje por eles alguma coisa mais do que ontem.

Não é assim que tendes visto o amor de vossa mãe por vós? Fazei assim por Jesus, por vossos amigos, por vossa alma! Como o bom Deus há de sorrir aos vossos esforços!

Nas mais críticas ocasiões, combatamos o desânimo, invocando o Santo Patriarca!

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês de São José” do Mons. José Basílio Pereira, 1948. O livro pode ser baixado no blog alexandriacatólica.

Vigésimo terceiro dia de meditação do mês de São José

Sagrada família 1

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Oremos pedindo perdão de nossas dissipações.

São José vivia no recolhimento

Recolher-se é ocupar-se em ver a Deus no íntimo da consciência e esforçar-se por não deixá-lo só, oferecendo-lhe tudo o que se faz: São José avançava todos os dias nesta vida de união interior com Deus; nunca se julgava só e se lhe houvessem perguntado alguma vez: em que pensais? Ele teria respondido sempre em Deus. Felizes as almas que, à força de atenção sobre si mesmas, vivem esta vida preciosa!…

Acostumai-vos a isto, e destinai hoje alguns minutos que empregareis todos em contemplar a Deus habitando em vossa alma como numa mansão que lhe pertence. Não consistais nada nessa alma que ofenda-lhe as vistas e o force a queixar-se de vós.

EXEMPLO

“O Propagador da Devoção a São José”, em seu número de Outubro de 1871, publicou a seguinte comunicação que lhe foi dirigida por um grupo de pessoas piedosas residentes em Nice, costa do sul da França.

“É com o maior contentamento que vimos hoje satisfazer uma dívida de gratidão contraída com São José este Poderoso Protetor nos valeu de um modo evidente. Durante a guerra contra a Prússia, quando era geral a consternação e as famílias viviam na ansiedade e na angústia, muitos de nós não tinham um instante de sossego: estavam nas fileiras do exército irmãos e sobrinhos nossos, expostos ao ferro e ao fogo dos prussianos. Estabelecemos uma liga de orações em honra de São José, prometendo que, se os nossos parentes, em número de dezesseis, que se achavam então em presença do inimigo, voltassem todos sãos e salvos, nós daríamos publicidade ao fato e nos empenharíamos cada vez mais na propagação do culto de São José. O Santo Patriarca ouviu os nossos rogos: “Nenhum dos nossos parentes que tomaram parte na campanha, sofreu o mais leve ferimento.”

Confiemos a São José o cuidado de guardar os nossos irmãos contra os golpes de seus inimigos.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês de São José” do Mons. José Basílio Pereira, 1948. O livro pode ser baixado no blog alexandriacatólica.

Vigésimo segundo dia de meditação do mês de São José

22 a formação da moça católica

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Oremos pedindo a Deus a fidelidade em referir-lhe todas as nossas ações.

São José santificava-se cada dia mais

A vida de São José foi a vida comum que três palavras podem resumir: pobreza, provações, trabalho. Foi com esses elementos que se fez um Santo.

Sofreu com paciência, orou constantemente, tudo referiu a Deus, e bastou-lhe isto para exceder em santidade, dizem os doutores, os Santos do Céu.

Em minha condição presente, na condição que Deus me reserva no futuro, hei de achar sempre a possibilidade e até a felicidade de me tornar um Santo, ó São José! Fazei-me compreender bem o valor destas palavras: resignação – trabalho – pensamento em Deus.

EXEMPLO

O Padre Caubert, cura de Chalindrey, no Alto Marne, refere que, em junho de 1867, rebentou um grande incêndio em sua freguesia sendo presa das chamas quatorze casas. Quando o fogo, parecia querer devorar tudo, e já a flecha do campanário principiava a arder um homem de viva fé, jogou uma medalha de São José no meio das labaredas. Imediatamente o vento mudou, e o incêndio voraz se extinguiu poupando até uma casa coberta de “colmo” que as chamam já atingiam.

“Os homens sem crença”, escreveu o citado sacerdote, noticiando o fato na imprensa religiosa, não sabem explicar o prodígio; porém, todos os cristãos viram claramente no ocorrido a proteção de São José.

Peçamos a São José que nos defenda e o que é nosso contra todos os elementos da destruição.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês de São José” do Mons. José Basílio Pereira, 1948. O livro pode ser baixado no blog alexandriacatólica.

Vigésimo primeiro dia de meditação do mês de São José

21 a formação da moça católica

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Oremos em união com o nosso Anjo da Guarda incumbido por Deus de proteger-nos.

São José teve sempre confiança em Deus.

Dificilmente faremos uma idéia de diversas crises pelas quais as providências fez passar São José… Repelido em Belém e não encontrando um abrigo para a Virgem Maria, que via fatigada; perseguido por Herodes e vendo, a cada instante, os soldados prestes a imolarem o Menino Jesus, abandonado por todos no exílio, trabalhando para ganhar o pão do dia e sem saber se poderia oferecer à sua família o pão do dia seguinte… Quando se consideram estas situações, vê-se, ao mesmo tempo, o santo varão conservar sempre um sorriso, oh! É impossível deixar de admirá-lo… É que ele contava sempre convosco, ó meu Deus!

Ó São José, ensinai-me a dizer o que repetidamente dizei àqueles que se admiraram talvez, de vossa tranqüilidade: “Faço o que posso, Deus proverá a tudo!”

EXEMPLO

Achava-se, em 1862, no hospital de Croix- Rouge em Lião, um militar reformado, que não só se afastara de toda prática religiosa, mas era até um ímpio. Nascido na pior época da história da França, não fora educado em bons princípios; e tendo feito, sob o primeiro imperador, a guerra da Espanha, tomara para com seus camaradas nos últimos sacrilégios de que fora teatro esse desditoso país. O infeliz não queria ouvir falar de Padres, e tinha horror aos religiosos.

Entretanto, Deus, em sua misericórdia, lhe dera uma filha muito piedosa que se afligia profundamente de ver o pobre pai em tão deploráveis disposições. Todos os dias pedia a Deus a conversão dessa alma que cada vez mais dele se afastava. Não confiando na eficácia de suas orações, conjurava todas as pessoas piedosas do seu conhecimento a se unirem com ela para conseguir este milagre de conversão. Um dia uma fiel serva de São José, a quem ela comunicara a sua mágoa, teve a feliz inspiração de mandar a todas as irmãs que serviam no hospital em que se achava o pobre pecador, um exemplar da devoção aos sete domingos “consagrados a honrar as dores e as alegrias de São José,” pedindo-lhes que fizesse este santo exercício na intenção do velho militar. Durante esse tempo, a filha redobrou de fervor junto a Jesus, Maria e José. O pecador obstinado rendeu-se à divina graça: depois de ter vivido quase meio século afastado dos sacramentos, confessou-se com vivos sinais de contrição, e sua filha, coroada em seus mais ardentes desejos teve a dita de acompanhá-lo à santa Mesa na festa das Dores da Santíssima Virgem. Desde essa hora feliz, o velho transformou-se completamente; sua conduta não é mais a mesma, e a boa filha não cessa de bendizer por isso e agradecer a São José.

Não cessemos de recomendar à intercessão de São José a conversão dos pecadores e a perseverança dos fiéis.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês de São José” do Mons. José Basílio Pereira, 1948. O livro pode ser baixado no blog alexandriacatólica.

Vigésimo dia de meditação do mês de São José

20 a formação da moça católica

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Oremos por todas as pessoas que nos têm hostilizado e a quem não amamos.

São José sofreu muitas vezes contrariedades e perseguições.

Os homens são sempre os mesmos: em todo o tempo, censuram tudo o que não é o que eles praticam. José, modesto em seu porte, reservado no falar, cheio de ordem em sua vida privada, ouvia, por certo, muitas palavras zombeteiras, acres e más: ele oferecia esses dissabores a Deus e continuava em sua vida regular e pobre. No exílio, tratado como estrangeiro, invejado talvez, por sua aplicação ao trabalho e pela prosperidade com que Deus o abençoava, teve de experimentar tudo o que a injustiça tem de pungente para um coração reto: pedia a Deus por seus inimigos e prosseguia sua vida laboriosa e exemplar.

Tereis as vossas honras de perseguição; talvez tenhais já sentido quanto é desagradável não ser querido por todos… Meus filhos, como São José, orai, suportai, e que nada vos afaste de vosso dever!

EXEMPLO

Duas senhoras, católicas mãe e filha residentes em Londres, rezavam frequentemente juntas o Rosário com o fim de obterem a conversão do chefe da família, homem ilustrado e honesto, porém indiferente à religião e contrário aos católicos, de quem combatia as crenças, e aos quais chamava idólatras pelo culto que rendiam à SS. Virgem e aos Santos. Em Março de 1862, as enfermidades desse cavalheiro, já octogenário, agravaram-se consideravelmente, fazendo recear a morte próxima, sem a mínima esperança de conversão. Os zelosos missionários a serviço da capela católica de bairro não ousavam mais falar-lhe de seu estado, e até diminuíram as visitas, para não o irritarem, porém, aconselharam a sua piedosa filha que recorresse a São José. Imagine-se que geral surpresa, quando pouco depois da meia-noite, ele se pôs a recitar em voz alta a “Ave Maria”, tão corretamente como um católico e com uma unção que não se podia esperar de quem estava sofrendo tanto. Repetiu muitas vezes essa oração até cerca de cinco horas da manhã, pediu então com instância um Padre católico, e este apressou-se a vir completar o que a Santa Virgem e São José haviam com tanta misericórdia começado. O enfermo fez com a maior calma sua confissão, e às cinco horas da tarde abjurou os seus erros, tudo no próprio dia do Patrocínio de São José.

Roguemos ao Padroeiro da Santa Igreja, por todas as vítimas dos erros e das dívidas contra a fé.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês de São José” do Mons. José Basílio Pereira, 1948. O livro pode ser baixado no blog alexandriacatólica.

Décimo nono dia de meditação do mês de São José

19 a formação da moça católica

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Oremos em união com Jesus, Maria, José orando em Nazaré.

São José foi sempre inocente

Foi purificado antes do seu nascimento¹, e Deus, que o destinara para companheiro da Virgem Maria, inspirou-Lhe o mais escrupuloso cuidado da pureza de sua alma. Ele amou o retiro e a oração: passou uma vida laboriosa e assaltada de apreensões: submeteu-se inteiramente à vontade de outros, e quase nunca separou-se de Jesus e de Maria.

Estes meios estão ao meu alcance… Eu vos confio minha inocência, ó São José! Rodeia-a do retiro, da oração, do trabalho, da obediência; e neste pequeno santuário que lhe tiverdes construído, onde não penetrarão as alegrias nem os prazeres do mundo, fazei uma habitação para Jesus e para Maria. Eu vo-lo peço por vossa festa, em recompensa da minha comunhão e meu favor de hoje. Recitarei devotamente uma oração a São José.

EXEMPLO

Um missionário marista deu à publicidade, nas colunas do “Propagador da devoção de São José”, a seguinte narrativa que lhe foi feita pela superiora das irmãzinhas dos Pobres:

“O estabelecimento fundado por essa congregação em Roanne devia dois mil francos de reparos indispensáveis feitos na casa e na capela. Aproxima-se a época do pagamento, e a Irmã ecônoma não tinha nada em caixa; vivia-se, como de costume, possuindo cada manhã só o preciso para aquele dia, e confiando sempre na Providência que abre a cada instante as mãos benfazejas para acudir às criaturas. Fazia pouco tempo que se havia recorrido aos da Obra dos Velhos. Para onde recorrer agora? Não é muito difícil encontrar todos os dias algumas migalhas para dar de comer aos pobres;

Porém outra coisa é, em tempos tão críticos, obter por esmola dois mil francos.

“Só São José nos livrará do embaraço”, dizem entre si as Irmãs, “vamos imediatamente fazer-lhe uma novena para implorar o seu socorro”. E depõem uma petição aos pés da veneranda imagem do Chefe da Sagrada Família. Não era ainda terminada a novena, quando veio alguém dizer à Irmã Superiora que uma senhora que estava de passagem em Roanne, e que caíra enferma no hotel, lhe desejava falar. A Irmã não se demora em acudir e encontra uma senhora presa ao leito por moléstia. “Minha Irmã”, lhe disse ela, “mandei pedir-lhe que viesse cá, para lhe perguntar se recebeis qualquer esmola que vos dêem?”  -“Como não receber, e até com reconhecimento? Esse é o nosso único recurso!” então a senhora tirou de sob o travesseiro uma bolsa e entregou à Irmã, recomendando-se muito as suas orações.

A superiora aceitou com reconhecimento a oferta, e foi grande sua comoção, quando, chegando à casa, ao contar o dinheiro que a Providência lhe enviara, achou exatamente os dois mil francos de que precisaria no dia seguinte.

Nas maiores dificuldades da vida, coragem e recurso ao valimento do glorioso São José!

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1 Não é isto uma doutrina da Igreja, mas apenas crença pia, aceita e propugnada por S. Crisóstomo, Teófilo, Gérson, P. Câncio e outros teólogos que o Dr. Pedro Morais cita em seu comentário sobre o primeiro capítulo do Evangelho de S. Mateus, 1.° tomo, pags. 214 a 219. Nota do Tradutor

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês de São José” do Mons. José Basílio Pereira, 1948. O livro pode ser baixado no blog alexandriacatólica.

Décimo oitavo dia de meditação do mês de São José

18 a formação da moça católica

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Oremos pelas pessoas que são muito susceptíveis

São José era paciente

Paciente em sua pobreza habitual que lhe havia de ser penosa, porque o impedia de prestar a Jesus o conforto que seu coração desejava proporcionar-lhe… não se lastimava disso. Paciente em seu trabalho de todos os dias para que para ele, como para todos, devia ter suas horas de monotonia, de fadiga e de fastígio: nunca o deixava.

Duas lições importantes: contra os acidentes ou males de nossa condição, sejamos pacientes para minorá-los; contra o tédio de nosso trabalho, revistamo-nos de mais firmeza, de mais constância: Deus contará os nossos esforços… Farei hoje um ato de abandono à Providência.

EXEMPLO

Um Padre da Companhia de Jesus, em Outubro de 1867, publicou o seguinte: “Estando iminente a invasão dos garibaldinos, seis dos nossos religiosos conduziram os colegiais de Tívoli para Roma, e onze ficaram em Tívoli onde se acharam durante oito dias com os garibaldinos. Fizeram o voto de celebrar o Tríduo solene em honra de São José, se nada sofressem. O inimigo ocupou todas as casas religiosas, menos a nossa. Os garibaldinos dormiam então em cima de palha, acontecendo que as nossas “classes” estavam cheias de bons leitos dos zuavos pontifícios que tínhamos alojado um pouco antes. Não nos impuseram contribuição, fizeram-nos uma só visita, e até um deles, entrando em nossa igreja, ofereceu ao Padre Reitor um livro apanhado na biblioteca do Seminário. Só na manhã última é que nos fizeram uma requisição de quatro barris de vinho, que foram postos à sua disposição mas, à notícia da primeira derrota de Mentona, se retiraram, deixando os barris ainda intactos. O Padre veio com uma deputação de três alunos juntar-se a nós para o encerramento do tríduo solene celebrado em honra de São José. A notícia de nossa preservação causou admiração geral em Roma, e o Santo Padre se dignou conceder, por um breve em pergaminho, uma indulgência plenária para o nosso Tríduo “ad perpetuam rei memoriam.”

Seja o Santo Patriarca o defensor de nossas pessoas e de nossos bens contra todas as conspirações e ataques dos injustos e dos maus.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês de São José” do Mons. José Basílio Pereira, 1948. O livro pode ser baixado no blog alexandriacatólica.