O namoro começa na amizade

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-Por Padre José Eduardo-

Essa história de “FICAR” é meio perigosa.

Na brincadeira do “se colar, colou”, às vezes, cola de um lado, e não de outro; daí, dor e sofrimento.

Os sentimentos se vão tornando cada vez mais ambíguos, até o ponto que se cai num ceticismo do amor.

A banalização de carícias entre pessoas quase desconhecidas vai erodindo a intimidade própria, a tal ponto que a pessoa se vai tornando cada vez menos ela mesma.

Por fim, com uma coleção imensa de “ficantes”, fica-se no fim do túnel entregue à solidão.

NAMORO responsável nasce da amizade, da sinfonia de mentes e corações que se sintonizam no espírito, desembocando num amor companheiro, que se vai solidificando até se consumar na conjugação de um no outro, no puro e santo amor conjugal.

NÃO BRINQUE com o seu coração. Preserve-se afetivamente. Você vale muito para Deus, e precisa encontrar alguém que, de fato, lhe mereça.

Sobre Débora Maria Cristina

email para contato: aformacaodamocacatolica@gmail.com

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  1. Pela primeira vez eu discordo de algo postado nesse blogue. O padre está totalmente equivocado quando diz que as devem começar pela amizade. São raros os casos que começam pela amizade e dão certos. A experiência está aí pra validar meu posicionamento. Já dizia o velho Tolkien:

    “A desarticulação do instinto sexual é um dos principais sintomas da queda. “Amizade” então? Neste mundo decaído, a ” amizade” que deveria ser possível entre todos os homens é praticamente impossível entre o homem e uma mulher. O diabo é incessantemente engenhoso, e o sexo é seu assunto favorito. Ele é da mesma forma bom tanto em cativá-lo através de generosos motivos românticos ou ternos quanto através daqueles mais vis ou mais animais. Essa “amizade” tem sido tentada com freqüência: um dos dois lados quase sempre falha. Mais tarde na vida, quando o sexo esfria, tal amizade pode ser possível.” – J.R.R.Tolkien. Fonte: As cartas de J.R.R. Tolkien. Carta de número 43. Carta escrita para o seu filho Michael Tolkien.

    Responder
    • Salve Maria!

      Arthur Olinto, não entendi bem o motivo pelo qual você discorda do Padre…

      E ao citar esse trecho aí veja que Tolkien não está falando da amizade santa que o Padre aconselha, eu teria que ver a carta toda para analisar melhor, mas que eu saiba Tolkien foi amigo de sua esposa antes de se casar com ela, com certeza ele não “ficou” antes do casamento, pelo que sei da história deles. Se o namoro não vai começar na amizade, vai começar onde então?

      Me parece que Tolkien está advertindo para o mal de uma amizade que não está unida à santidade como bem adverte também Santo Afonso de Ligório no Tratado da Castidade.

      Você diz que “a experiência está aí para validar…” A experiência de quem? Os santos que foram casados que eu conheço tiveram uma amizade muito santa antes de se casarem, Santa Gianna é um exemplo disso. E se tivermos que escolher entre o ensinamento de um Santo, um Padre e de um autor de livros como Tolkien é melhor ficar com o ensinamento do Padre e do Santo canonizado.

      fique com Deus e a Santíssima Virgem.

      Responder
      • Olá, Débora. Desculpe-me a demora para responder. Estava sem internet em casa. Bem, vamos por partes:

        1) Os santos não são infalíveis. Santa Catarina de Sena e São Tomás de Aquino, por exemplo, não acreditavam na Imaculada Conceição ( no caso do boi mudo, o Garrigou-Lagrange diz que ele mudou de opinião depois). Quanto a carta do Tolkien, sugiro que você leia-a integralmente antes. Ele não foi “amigo”. Eles já tinham um interesse mútuo bem forte, a ponto de Edith acabar um noivado para ficar com o Tolkien, depois que ele atingiu a maior idade. Aconselho a leitura da biografia “J.R.R.Tolkien, o senhor da fantasia”, do Michael White.

        2) O namoro deve começar com um coleguismo amistoso, não com a amizade. Por uma razão muito simples: a amizade, per si, é algo sem interesses. Os amigos só estão interessados na companhia um do outro, não algo mais. Como disse C.S.Lewis: “A amizade nasce no momento em que uma pessoa diz para outra: ‘O quê? Você também? Pensei que eu fosse o único!'”.

        3) Se amizade ocorre, por vezes, um dos lados cai na famigerada “friendzone”; ou, então, a amizade acaba porque um dos lados não quer nada a mais, já que o outro é “só amigo”. Por fim, deixo esse vídeo que explica por que não existe amizade entre homem e mulher. https://www.youtube.com/watch?v=fYZ39AnTSCI&index=1&list=WL

        Abraços.

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