Arquivo do mês: junho 2015

Vigésimo quarto dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 24

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Oremos por todos os nossos parentes e amigos para que Deus lhes recompense a sua dedicação para nós. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

O quinto espinho do Coração de Jesus são os que corrompem a infância

Eis uma outra espécie de sacrilégio não menos doloroso ao Coração de Jesus, talvez ainda mais doloroso que a profanação do seu corpo…

Queridas almas das criancinhas que tanto ama Jesus, almas inocentes e puras, será possível que haja seres tão perversos que vos ensinem o mal e vos levem a praticá-lo? Ah! Que tesouro de cólera se amontoa contra eles lá no Céu. Todo o pecado pode sem dúvida obter o seu perdão, mas para obter o perdão de haver ensinado o mal a uma alma inocente, sobretudo se esta pobre criança morreu com esse pecado, que penitências, que expiações, que tormentos não serão necessários!

Hoje hei de orar muito pelas almas inocentes.

Exemplo

Em Homs, na Síria, durante as chuvas do inverno que em 1890 causaram muitos desmoronamentos, um menino de uma família schismática havia colocado uma imagem do Sagrado Coração no compartimento da casa em que, segundo o costume geral, a família dormia. Uma noite, o pai, vendo que o mdeirame aí, pela sua vetustez, ameaçava desabar sob a violência da chuva, disse à família: “Devemos passar para o cômodo vizinho, porque pode acontecer-nos alguma desgraça esta noite; o teto aqui ameaça ruína, e o de lá está mais sólido.” Concordaram todos, a exceção do menino, que exclamou: “Que temeis então? Não temos nós aqui a imagem do Sagrado Coração, que nos protege? Por mim não tenho medo; eu fico.” A família toda, impressionada com as palavras do menino, resolveu não sair ainda essa noite do seu pouso, entregando-se à guarda do Sagrado Coração; e embora o fez. Antes de amanhecer, uma parte da casa abateu; mas foi aquela que parecia mais sólida e em que tinham pensado abrigar-se. O aposento em que estava a imagem do Sagrado Coração, nada sofreu.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Vigésimo terceiro dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 23

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Oremos para que se propague a devoção ao Coração de Jesus. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

 O quarto espinho do Coração de Jesus são as almas que profanam os sacramentos

Estas almas chamam-se “sacrílegas”; ora, sabeis o que fazem os sacrílegos? Unem-se ao demônio para o auxiliar no mais horrível crime: a profanação do Corpo e Sangue de Jesus Cristo.

Convertem a alma numa sentina repleta de vergonhosos vícios e depois, conhecendo bem o que fazem, lançam aí o Corpo de Jesus Cristo e esperam pelo agradecimento do demônio ufano deste crime que ele por si não podia cometer. Meu Deus! Meu Deus! Deixai que eu vos peça perdão por todos estes cruéis pecadores.

Hoje farei um ato de reparação ao Sagrado Coração de Jesus.

Exemplo

Chamado a missionar numa aldeia de Pondichery, escreve o Padre Fourcade, eu comecei por consagrar aquelas regiões ao Coração de Jesus e em sua honra disse uma novena de Missas. Tínhamos ali só uma capelinha e 8 a 9 famílias cristãs. Precisávamos de um terreno, e perto da capela havia um, em que estava o pagode chinês, e que pertencia a Balekichnen, chefe da aldeia. Convindo-nos possuí-lo para nos livramos da má vizinhança, e precisando o proprietário vendê-lo para pagar dívidas, contratamos a compra, sob a condição de ser demolido antes o templo chinês. Os pagãos se enfureceram com a notícia e procuraram por todas as formas tolher-nos a aquisição. O proprietário, porém, atormentado pelo credor, vinha a miúdo, pedir o dinheiro, respondendo-lhe nós invariavelmente: “Derrube o pagode, e o tereis.” Conservando-se as coisas neste pé, longo tempo, recorri ao Sagrado Coração, a quem consagrara a aldeia, e prometi erigir-lhe um templo no próprio local do pagode, se a resistência cessasse. Poucos dias depois, Balekichnen veio comunicar-nos que estava a demolir o pagode, e por nossos próprios olhos o verificamos, rendendo graças ao Céu.

Dentro de poucos anos, tinha eu batizado ali cerca de sete mil pagãos.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Vigésimo segundo dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

Sacred Heart Crop

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Entre os nossos parentes, oremos por aqueles que não cumprem seus deveres religiosos. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

O terceiro espinho do Coração de Jesus são as almas frouxas e tíbias

Estas almas não são indiferentes, mas o quereriam ser talvez… O amor de Jesus Cristo lhes é molesto e pesado, e todavia já sentiram toda a doçura deste amor. Ó vós, que por influência duma paixão oculta, dum amor próprio e de um orgulho sem medida, vos afastais de Jesus, ouvi esta queixa: “Se fosse um inimigo que me tratasse assim, eu suportaria; mas uma alma que amo, que admiti à minha mesa!…

Vinde de novo lançar-vos aos pés de Jesus…

Talvez que amanhã já seja tarde… Se ele já vis não pudesse receber!…

Rezarei o terço para pedir à Maria Santíssima me alcance o fervor primitivo.

Exemplo

Do relatório anual das obras do Apostolado da Oração publicado em novembro de 1884 consta a seguinte narração feita pela professora da escola primária de uma aldeia da França: No ano passado, ao partir eu para o novo posto que me fora designado, informaram-me que me teria de haver com meninos indóceis e sem nenhuma piedade, filhos de gente descuidada de seus deveres religiosos e pouco zelosa dos bons costumes. Parti um tanto impressionado, porém cheia de confiança em Deus; e logo ao chegar, pus mãos à obra. Comecei por uma fervorosa novena ao Coração de Jesus; manifestei-lhe meus receios e minhas esperanças, e procurei depois ganhar, pouco a pouco, o coração dos meus novos discípulos. Alistei-os no Apostolado da Oração, instando-os recitarem todos os dias, ao despertar, a pequena fórmula: “Divino Coração de Jesus, eu vos ofereço o meu dia, pelo Coração Imaculado de Maria, em todas as vossas intenções”. No começo da aula recitávamos em comum a dezena do Terço. Até aí tudo bem, e os meninos se mostravam muito dóceis. Por fim, um dia lhes disse: “Meus amiguinhos, não é bastante recitar todas as manhãs a vossa curta oração e a dezena do Terço; é preciso comungar todas as primeiras sextas-feiras do mês em honra do Sagrado Coração. Assim é que estareis completamente no Apostolado da Oração”. A tal proposta, houve espanto e desassossego entre os pequenos: não tinham o costume de comungarem tantas vezes: desde Páscoa (sete meses passados), não se tinham confessado! Todavia, passada a surpresa, consentiram e em dezembro inaugurávamos as nossas Comunhões mensais. Entre os alunos, um de 10 a 11 anos, resistiu a princípio, e dizia: “Eu não quero me confessar hoje; eu não tenho pecados”. “Pois bem, lhe respondia eu, rindo; confessarás as tuas virtudes, vem sempre conosco à igreja”. Na volta ele dizia aos companheiros: “Era o demônio que me fazia gritar que não tinha pecados; estou bem contente de minha confissão.” A dificuldade estava em pouco vencida, e no mês seguinte os alunos por si próprios se apresentavam para a Comunhão. Em fevereiro caíra a neve e fazia muito frio; quis dispensá-los, porque a igreja ficava a 5km, mas acudiam todos: “Não cai mais neve, e a gente que tem passado já abriu o caminho; nós queremos comungar hoje em honra do Sagrado Coração.” Um deles percorreu a pé em jejum 10 km, e de volta à casa, ainda não quis comer imediatamente, dizendo: “Eu quero ter ainda por algum tempo só a Jesus em meu coração”. Outro que teve de deixar a escola e de alugar-se para ganhar, não podendo fazer a Comunhão na 1ª sexta-feira, veio muito pesaroso dizer-me, e propondo-lhe eu que a fizesse, ele só, no 1º domingo do mês aceitou-o com alegria, e tem perseverado. Com isto, os meninos, que à minha chegada eram revessos e turbulentos, se tornaram, pouco a pouco, obedientes e piedosos; e os pais experimentaram também a boa influência da mudança, melhorando os costumes em toda a aldeia, sobretudo no tocante à religião. Enfim eu mesma que viera cheia de apreensões, hoje estou contente, e rendo graças ao Sacratíssimo Coração de Jesus.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Vigésimo primeiro dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 21

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Oremos pelas almas que Deus chama à vida religiosa. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

O segundo espinho do Coração de Jesus são as almas indiferentes

Há algumas almas que ouvem falar do amor de Jesus, e veem nisto apenas uma pia exageração, – que pouco se lhes dá de cometer ou não pecados, contanto que nisto tenham prazer ou proveito, – que se riem do cuidado com que as almas piedosas procuram evitar os pecados veniais, – que a assistem às orações por complacência, mas considerando esse tempo, se não mal empregado, perdido. Oh! Quanto Jesus há de sofrer com esta indiferença!…

Meu Deus, não permitais que eu caia em tal! – Bem leviano e esquecido sou eu, mas não, não quero ser indiferente no que toca à vossa glória!

Hoje farei uma fervorosa visita ao Santíssimo Sacramento, pedindo-lhe pelos infelizes que resistem a Jesus Cristo.

Exemplo

Assim como são multiformes as manifestações do amor e misericórdia do Coração de Jesus, multiforme é o zelo de seus fervorosos devotos em corresponder-lhe; fazem-no com a adoração, a expiação e o desagravo, pondo em obra a piedade infantil, a devoção das várias classes sociais e o fervor das comunidades religiosas. Mas, tendo sempre em vista, com a glória de Deus, a salvação das almas, os servos do Coração de Jesus não poderiam deixar de ocupar-se particularmente do transe da morte e dessa hora solene que decide da conversão dos pecadores e da perseverança dos justos. Pesando os interesses eternos de mais de cem mil almas que todos os dias comparecem diante do Tribunal Divino, e desejoso de valer por algum modo aos que sucumbem de morte súbita, e no mar ou em desertos e países paganizados, sem que se lhes possa ministrar os socorros da religião, o Padre Lyonard, em 1847, quando fazia ainda, em Vals, os seus estudos para o sacerdócio, compôs em favor dos agonizantes a oração – Ó miricordiosíssimo Jesus, – que enriquecia de indulgências pela Igreja, e traduzida em todas as línguas cultas, é hoje recitada em todo o mundo.

Em 1858, sob o mesmo impulso piedoso, e arcando com dificuldades que só por uma visível proteção divina pôde vencer, a viúva Joanna Trapadoux, diretora do Hospício do Calvário em Lião, erigia aí uma igreja sob a invocação do Coração agonizante de Jesus. Depois de levantar um templo ao Coração agonizante, a piedosa senhora desejou formar uma congregação de Religiosas para o servir; o Padre Lyonard, que havia sido mestre de um filho da Sra. Trapadoux, veio coadjuva-la na realização dessa idéia; e o céu a pratocinou, pois querendo ter por auxiliar a Agostinha Vallette, que então se achava entravada, fez-se para esse fim uma novena e, ao terminar, a enferma subtamente se erguia curada. A congregação fundou-se em 1858, tendo por sua primeira professa e primeira superiora a Sra. Trapadoux, que tomou o nome de Maria Magdalena do Coração agonizante. “O pensamento da perda eterna dos remidos por Jesus Cristo e do quanto há de isto doer ao seu Coração me impressiona profundamente, dizia ela. Diante desta idéia, não me parece que possa recusar coisa alguma a Nosso Senhor, ainda quando não viesse daí nenhuma recompensa, nem neste mundo, nem no outro. Mil vidas quisera ter para dar, e sinto só ter uma e tão incapaz!” E os vinte e um anos que ainda viveu, consumiu-os todos a exemplar Religiosa num continuado trabalho e sofrimento como vítima voluntária pela expiação dos pecados do mundo e pela salvação dos agonizantes de cada dia.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Vigésimo dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 20

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Oremos pelas almas que resistem à graça. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

O 1º espinho de Jesus são as almas que voluntariamente permanecem em estado de pecado mortal

A alma inocente é morada de Deus, e pela sagrada comunhão torna-se a habitação particular de Jesus Cristo… aí Jesus Cristo está “em casa”, e encontra suas delícias; aí quer ficar… Ora, cometer um pecado mortal, conservá-lo voluntariamente, é admitir o demônio dentro da alma, constituí-lo Senhor no lugar de Jesus que sai então expulso, ignominiosamente…

Pobre Jesus! Fica Ele então à porta da alma pecadora; bate a essa porta que lhe cerraram, pede para entrar e ouve um espantoso grito dos judeus: “Não! Não é a vós que eu quero, mas ao meu pecado!” – Oh! Se vos julgais em estado de pecado mortal, ide, ide já confessar-vos.

       Uma oração pelos pecadores.

Exemplo

A piedade, como diz a Sagrada Escritura, é útil a tudo. Isto se vê até no êxito admirável de tantas pequenas indústrias  que o amor de Deus sugere aos seus servos para fazerem o bem e lhe ganharem as almas. Em 1891, na escola católica da ilha de Tine, do arquipélago grego, foi colocado sob a imagem de Nosso Senhor um coração cheio de espinhos, tendo o direito de cada tarde, no mês de junho, tirar desse coração um espinho o aluno que houvesse procedido melhor; e tal foi a porfia entre eles por uma conduta exemplar que se tornou um espetáculo de edificação a escola, podendo dizer-se que o Sagrado Coração era aí, todo dia, coberto das mais belas flores da alma por aquela piedosa turba infantil.

O colégio congreganista de Negapatam, no Indostão, em 1869, instituía a prática seguinte: no começo do mês, cada aluno traçava numa folha de papel tantas linhas perpendiculares quanto os dias do mês, e à margem de uma série de linhas horizontais registrava as espécies de boas obras que se poderia aplicar, escrevendo no fim de cada dia na coluna e lugar correspondentes o número dos atos de virtude que praticara. Ao fim de um mês entregavam-se todas as listas ao Diretor do Apostolado da Oração, sem nenhuma indicação nominal, para que só de Deus fosse conhecido o esforço e mérito de cada um; e o Diretor, somando o resultado em relação a cada espécie de boas obras, na conferência mensal publicava o balanço do Tesouro do Coração de Jesus. O Padre Eyraud, noticiando o fato, considera-o a causa principal dos progressos que na instrução e na vida cristã fazem os alunos dos estabelecimentos, alguns dos quais ainda recentemente se haviam distinguido em difíceis provas a que se submeteram na universidade de Madrás.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Décimo nono dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 19

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Oremos pelo Santo Padre, o Papa. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

O quinto desejo do coração de Jesus é o triunfo completo da Igreja

A Igreja não perecerá jamais: debalde as portas do inferno vomitam contra ela legiões infernais; debalde a má imprensa espalhará as suas calúnias; a Igreja resistirá até a consumação dos séculos. É um artigo de fé, o temor a esse respeito seria uma falta.

Mas se a Igreja não pode perecer, pode sofrer, e sofre… Sofre na pessoa de seu “chefe”, o Papa, cuja autoridade é desconhecida; sofre em seus “membros”, os fiéis perseguidos; em seus “mandamentos” desprezados… Oh! Como Jesus se alegraria de vos ver algumas vezes de joelhos, diante do Santíssimo Sacramento, pedindo-lhe a paz da Igreja e “impondo-vos, nessa intenção, algumas pequenas privações”.

Pedirei, com mais fervor em minhas orações o triunfo completo da Igreja.

Exemplo

O Padre Romano Hinderer, alsaciano, que recebeu o batismo em 1668, o ano em que se erigiu em Coutances, na Normandia, a primeira Igreja pública dedicada ao Coração de Jesus, foi como escreve um seu discípulo, senão o primeiro, ao menos o mais feliz propagador desta devoção na China, e por ela é que pôde triunfar de todas as provações. Enviado para a província de Tché-Kiang, dentro em pouco erigiu na capital (Hang-tcheou) o primeiro templo que a China possui sob a referida invocação; e não tardou a ser testemunha de uma proteção miraculosa obtida por ela: um incêndio voraz se ateara numa aldeia próxima, e devorara quarteirões inteiros. Os habitantes, infiéis, na maior parte, corriam as ruas desorientados, clamando por seus ídolos; entre eles havia um cristão muito pobre, cuja casa se achava entre as dos infiéis, e ele pede a Deus que se compadeça de sua miséria. O incêndio prossegue e arde já a casa vizinha à do cristão; mas de repente as chamas passam sobre ela, respeitando-a e vão queimar as dos outros reduzindo-as a cinzas. Um grande número de pagãos converteu-se logo diante do prodígio. Sucederam-se outros: na aldeia de Kin-Kia-Kias, estavam reunidos os neófitos e oravam sob um desses alpendres que são o oratório dos camponeses china, quando apareceu no céu, sobre o teto de colmo, uma cruz luminosa, cercada de uma auréola de nuvens brilhantes que deixava em torno da cruz um campo de azul semeado de estrelas. Ao clarão que parecia o de um incêndio, acudiram os pagãos; a cruz pairou durante um quarto de hora em seu nimbo de fofo, e depois desapareceu, deixando infiéis e cristãos maravilhados. Em 1722, no dia 24 do mês consagrado ao Coração de Jesus, sobre a sua Igreja em Hang-tcheou, desenhou-se de novo no céu a cruz luminosa, fulgurando pelo tempo de meia hora; o povo todo a viu, e se fizeram desenhos dela que foram gravados e distribuídos no império chinês e na Europa. Pela invocação do Sagrado Coração, obteve o Padre Romano a graça de curas miraculosas e escapou incólume a várias perseguições que a Igreja sofreu na China durante os 37 anos em que aí missionou; e ao morrer, em seus 77 anos de idade, tendo arrancado ao paganismo mais de cem mil almas a quem ensinava tão santa devoção, dizia ele ainda cheio de confiança: “É pela devoção ao Coração de Jesus que a missão na China não só se conservará, mas há de se elevar muito.”

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Décimo oitavo dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 18

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Oremos pelas almas do Purgatório, que são mais amadas pela Santíssima Virgem. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

O quarto desejo do Coração de Jesus é o livramento das almas do Purgatório.

Almas queridas de Jesus, almas muito amadas que Ele vê sofrer, e que, em respeito a sua justiça, ainda não pode livrar!

Estas almas chamam-no, desejam-no, dizem-lhe a cada instante: “Quando vos veremos, Senhor?…” E choram menos pelas dores que experimentam, que por se verem separadas de Jesus! Parece-me, dizia uma Santa, estar vendo Jesus que estende para mim uma de suas mãos, dizendo-me: “Estas pobres almas devem-me orações, missas Mac ouvidas, mortificações; esmolas que deveriam ter feito… Satisfaze por elas.”

Sim Jesus, quero começar hoje mesmo.

Darei de tempos a tempos uma esmola pelas almas do Purgatório.

Exemplo

Santa Margarida Maria recomendou vivamente, em suas instruções o seguinte: “À noite dareis uma voltinha pelo Purgatório, em companhia do Sagrado Coração, consagrando-lhe tudo o que houverdes feito, e pedindo que se digne aplicar os seus merecimentos às santas almas que padecem. E ao mesmo tempo lhes pedireis também, queiram interpor o seu poder para vos alcançarem a graça de viver e de morrer no amor e fidelidade ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, correspondendo aos seus desejos de resistência”. Noutro escrito que deixou, lê-se: “Numa noite de Quinta-feira Santa, tendo eu alcançado licença para passá-la diante do Santíssimo Sacramento, estive uma parte do tempo como cercada destas almas pobres; e Nosso Senhor disse-me que me dava a elas todo este ano para lhes fazer todo o bem que pudesse. Desde então, vem elas ter muitas vezes comigo; e não lhes dou outro nome senão o de minhas amigas penadas”. E pedia em favor delas sufrágios e aplicações de Missas, dizendo: “Muito mais obrigada vos fico pelo bem que lhes procurais do que se a mim mesma o fizesseis”. Outras vezes, regozijava-se de terem saído livre pelas orações e penitências que por elas fizera: “Esta manhã, domingo do Bom Pastor, duas das minhas boas amigas que sofrem, vieram dar-me um adeus; porque hoje é que o soberano Pastor as recebia no seu redil da eternidade, com outras que iam entoando cânticos de alegria que se não podem explicar”. Pelas misteriosas comunicações que Deus estabelece entre os seus servos, muitas vezes mesmo sem que eles percebam, estes piedosos sentimentos de Santa Margarida Maria se manifestam também na mesma época numa Religiosa de alta virtude, Maria Victória da Encarnação do Convento de Clarissas da Bahia, cuja vida foi escrita pelo arcebispo D. Sebastião Monteiro. Era a santa freira fervorosíssima devota dos mistérios da Paixão de Nosso Senhor, e às sextas-feiras fazia a via-sacra, carregando uma pesada cruz e levando à cabeça uma coroa de espinhos, a disciplinar-se de modo que o sangue esguichava sobre as paredes ou corria pelo pavimento; assim, às vezes a se arrastar de joelhos, ia até o lugar das sepulturas e se prostrava sobre elas orando. Tinha ainda uma particular devoção ao Arcanjo São Miguel como o defensor das almas do Purgatório, para cujo alívio fazia muitos sufrágios e oferecia todas as obras de humildade que praticava. Por isso, escreve o seu ilustre biógrafo, elas a procuravam com toda a confiança: indo uma vez altas horas da noite ao coro fazer oração, ouviu lastimoso gemido de um defunto que, por chegar tarde à Igreja, ficara por enterrar; cobrando ânimo perguntou o que queria, e ele respondeu, pedindo mandasse fazer sufrágios de que muito precisava; satisfez o pedido no dia imediato e o defunto mais tarde veio agradecer-lhe. Uma noite, viu a alma de uma sua serva que lhe falava, quando a companheira que dormia perto, despertando e vendo um clarão em sua cela ao tempo em que lhe ouvia a voz, gritou assustada, fazendo acordar toda a comunidade. Viu de outra vez a alma da Religiosa Madre Luzia, que subia ao céu. De uma feita, acabada a sua oração no coro retirava-se, mas a cercaram de tal sorte as almas que ficou a orar até romper a aurora. Como para mostrar que não era isso feito de pura imaginação, permitiu Deus que lhe imprimissem as almas como três dedos de fogo num ombro, e viram-no várias Religiosas, a quem disse por graça: “As minhas amigas me cauterisaram; não quero mais brinquedos”. Por outro lado, elas lhe faziam carinhos e a serviam: em noite de excessivo calor, uma freira que lhe falava à porta da cela, sentiu uma suavíssima viração, e não a podendo explicar, perguntou donde vinha. Madre Victória respondeu: “São as minhas amigas que me estão abanando. Oh! Que consolação é a de ver uma alma em salvação. Veio aqui nestes dias uma tão linda e resplandecente que excedia a luz do sol”. E, valendo-se delas, conseguiu a muitas pessoas acharem o perdido, saberem de pessoas ausentes muito longe ou de coisas futuras que se não poderiam conhecer naturalmente, e curarem-se prestes de moléstia antigas e graves. Maria Vitória morreu em 1715, numa sexta-feira às 3 horas da tarde, dando-se nesta ocasião, e depois, por muitas vezes, fatos extraordinários que confirmaram a reputação de santidade que já gozava em sua vida, e que tem uma longa e detida comemoração na Crônica da Ordem Seráfica.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com