Vigésimo sétimo dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 20

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Oremos pelos desamparados. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

Os segundos consoladores do Coração de Jesus são as almas que sofrem pacientemente

Oh! Como uma alma paciente em seus sofrimentos físicos ou morais consola o Coração de Jesus!

“Ele sofre”, mas bem sabe que o seu sofrimento vem de Deus… e submete-se com amor, resigna-se com a maior confiança! “Sofre” e por isso compreende mais vivamente as dores de Jesus, – e oferece as suas em compensação e consola seu Divino Mestre com maior sinceridade. “Sofre” ; condoer-se-á, pois, com mais consideração do seu próximo;  – nunca se é tão compassivo como depois de se haver sofrido com paciência! Quanta virtude nessas almas!

Não me lastimarei quando Deus me enviar algum sofrimento.

Exemplo

Monsenhor Ségur, um dos mais ilustres e valorosos apóstolos da Igreja de França, foi também um fervorosíssimo devoto do Sagrado Coração. Nas muitas obras católicas que fundou e dirigiu, em suas pregações que eram incessantes, nos 70 opúsculos e livros que publicou sobre assuntos variadissimos, a devoção ao Coração de Jesus ocupou sempre o seu pensamento e a sua palavra, e dela fez ardente propaganda o ano sacerdote. Salienta o porém e o glorifica sobretudo um traço característico dos perfeitos devotos do Sagrado Coração: o amor às cruzes da vida, a resignação ao sofrimento. Em sua primeira Missa, a hora da elevação, Gastão de Ségur pediu a Maria Santíssima que lhe concedesse uma enfermidade cruciante, mas que lhe não tolhesse o exercício do ministério: queria ter um lugar ao pé da cruz do Divino Mestre. Quando perdeu um dos olhos, exclamou: “A Santa Virgem mandou-o para o Purgatório, para lá fazer as minhas vezes.” Aos 34 anos de idade, cegando de todo, disse a um amigo: “Pedi ao Senhor que eu carregue dignamente sua santa cruz. Já não correrei mais. Ganham com isto os grandes pecadores, que terão menos acanhamento em confessar-se a quem lhes não vê um traço.” Foi instado a tentar a cura, que Nélaton lhe prometia, e sujeitou-se a baldada operação, fazendo o sinal da cruz e dizendo calmo: “Como Deus quiser.” Aconselharam-lhe que recorresse às orações de pessoas santas, e à virtude de imagens milagrosas: obedeceu muito dócil e buscou o venerado cura d’Ars, e M. Depont, o devoto da Santa Face. O santo homem de Tours dizia a Monsenhor Ségur: “Não é fácil obter de Deus uma graça corporal, quando não se a pede na forma do postulante do Evangelho: Domine, fac ut videam – Senhor, que veja!” O piedoso sacerdote, porém, não pôde conformar-se a dizer outra coisa senão a palavra do Padre Nosso: Faça-se a vossa vontade. Falhando também todos os pios recursos, Monsenhor Ségur aceitou por toda a vida a cegueira, bendizendo-a. Todavia, o Sagrado Coração, conservando-o preso à cruz, dava-lhe a virtude de comunicar a outros sua edificante resignação: o jovem cego Afonso Landais de irritadiço, turbulento e mau, se tornava com as sua exortações um exemplo de paciência e bondade. Monsenhor Ségur, foi mesmo favorecido com a graça de curar a um cego, e assim aconteceu, no ano de 1869, com o menino Felix Garé em Loriente: sua tia o levou à presença do Monsenhor Ségur para que o abençoasse, confiando em que isto o curaria. Monsenhor pôs-se quase de joelhos para se aproximar dele, abraçou-o carinhoso e o abençoou com um grande sinal da cruz. Na manhã seguinte, quando a tia de Felix entrou no quarto deste para levar-lhe o seu chocolate, e lho quis dar por suas mãos, ele o desviou docemente, dizendo: “Que faz, minha tia? Eu a vejo bem, meus olhos estão curados!” E, em vez de que a cegueira de Monsenhor Ségur lhe encurtasse em nada o exercício de seu santo ministério, este se manifestava, até o fim, tão ativo, contínuo e prodigioso, que a maioria dos operários da vinha do Senhor poderiam, sem nenhum desdouro, dizer dele com o santo cura d’Ars: Eis aí um cego que vê mais claro que nós.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Sobre Débora Maria Cristina

email para contato: aformacaodamocacatolica@gmail.com

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