Décimo oitavo dia de meditação do mês do Sagrado Coração de Jesus

a formação da moça católica dia 18

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Oremos pelas almas do Purgatório, que são mais amadas pela Santíssima Virgem. Pai Nosso, Ave Maria, Glória, e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.”

O quarto desejo do Coração de Jesus é o livramento das almas do Purgatório.

Almas queridas de Jesus, almas muito amadas que Ele vê sofrer, e que, em respeito a sua justiça, ainda não pode livrar!

Estas almas chamam-no, desejam-no, dizem-lhe a cada instante: “Quando vos veremos, Senhor?…” E choram menos pelas dores que experimentam, que por se verem separadas de Jesus! Parece-me, dizia uma Santa, estar vendo Jesus que estende para mim uma de suas mãos, dizendo-me: “Estas pobres almas devem-me orações, missas Mac ouvidas, mortificações; esmolas que deveriam ter feito… Satisfaze por elas.”

Sim Jesus, quero começar hoje mesmo.

Darei de tempos a tempos uma esmola pelas almas do Purgatório.

Exemplo

Santa Margarida Maria recomendou vivamente, em suas instruções o seguinte: “À noite dareis uma voltinha pelo Purgatório, em companhia do Sagrado Coração, consagrando-lhe tudo o que houverdes feito, e pedindo que se digne aplicar os seus merecimentos às santas almas que padecem. E ao mesmo tempo lhes pedireis também, queiram interpor o seu poder para vos alcançarem a graça de viver e de morrer no amor e fidelidade ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, correspondendo aos seus desejos de resistência”. Noutro escrito que deixou, lê-se: “Numa noite de Quinta-feira Santa, tendo eu alcançado licença para passá-la diante do Santíssimo Sacramento, estive uma parte do tempo como cercada destas almas pobres; e Nosso Senhor disse-me que me dava a elas todo este ano para lhes fazer todo o bem que pudesse. Desde então, vem elas ter muitas vezes comigo; e não lhes dou outro nome senão o de minhas amigas penadas”. E pedia em favor delas sufrágios e aplicações de Missas, dizendo: “Muito mais obrigada vos fico pelo bem que lhes procurais do que se a mim mesma o fizesseis”. Outras vezes, regozijava-se de terem saído livre pelas orações e penitências que por elas fizera: “Esta manhã, domingo do Bom Pastor, duas das minhas boas amigas que sofrem, vieram dar-me um adeus; porque hoje é que o soberano Pastor as recebia no seu redil da eternidade, com outras que iam entoando cânticos de alegria que se não podem explicar”. Pelas misteriosas comunicações que Deus estabelece entre os seus servos, muitas vezes mesmo sem que eles percebam, estes piedosos sentimentos de Santa Margarida Maria se manifestam também na mesma época numa Religiosa de alta virtude, Maria Victória da Encarnação do Convento de Clarissas da Bahia, cuja vida foi escrita pelo arcebispo D. Sebastião Monteiro. Era a santa freira fervorosíssima devota dos mistérios da Paixão de Nosso Senhor, e às sextas-feiras fazia a via-sacra, carregando uma pesada cruz e levando à cabeça uma coroa de espinhos, a disciplinar-se de modo que o sangue esguichava sobre as paredes ou corria pelo pavimento; assim, às vezes a se arrastar de joelhos, ia até o lugar das sepulturas e se prostrava sobre elas orando. Tinha ainda uma particular devoção ao Arcanjo São Miguel como o defensor das almas do Purgatório, para cujo alívio fazia muitos sufrágios e oferecia todas as obras de humildade que praticava. Por isso, escreve o seu ilustre biógrafo, elas a procuravam com toda a confiança: indo uma vez altas horas da noite ao coro fazer oração, ouviu lastimoso gemido de um defunto que, por chegar tarde à Igreja, ficara por enterrar; cobrando ânimo perguntou o que queria, e ele respondeu, pedindo mandasse fazer sufrágios de que muito precisava; satisfez o pedido no dia imediato e o defunto mais tarde veio agradecer-lhe. Uma noite, viu a alma de uma sua serva que lhe falava, quando a companheira que dormia perto, despertando e vendo um clarão em sua cela ao tempo em que lhe ouvia a voz, gritou assustada, fazendo acordar toda a comunidade. Viu de outra vez a alma da Religiosa Madre Luzia, que subia ao céu. De uma feita, acabada a sua oração no coro retirava-se, mas a cercaram de tal sorte as almas que ficou a orar até romper a aurora. Como para mostrar que não era isso feito de pura imaginação, permitiu Deus que lhe imprimissem as almas como três dedos de fogo num ombro, e viram-no várias Religiosas, a quem disse por graça: “As minhas amigas me cauterisaram; não quero mais brinquedos”. Por outro lado, elas lhe faziam carinhos e a serviam: em noite de excessivo calor, uma freira que lhe falava à porta da cela, sentiu uma suavíssima viração, e não a podendo explicar, perguntou donde vinha. Madre Victória respondeu: “São as minhas amigas que me estão abanando. Oh! Que consolação é a de ver uma alma em salvação. Veio aqui nestes dias uma tão linda e resplandecente que excedia a luz do sol”. E, valendo-se delas, conseguiu a muitas pessoas acharem o perdido, saberem de pessoas ausentes muito longe ou de coisas futuras que se não poderiam conhecer naturalmente, e curarem-se prestes de moléstia antigas e graves. Maria Vitória morreu em 1715, numa sexta-feira às 3 horas da tarde, dando-se nesta ocasião, e depois, por muitas vezes, fatos extraordinários que confirmaram a reputação de santidade que já gozava em sua vida, e que tem uma longa e detida comemoração na Crônica da Ordem Seráfica.

Obs.: Trecho retirado do livro “Mês do Sagrado Coração de Jesus” do Padre José Basílio Pereira, que pode ser baixado no blogalexandriacatolica.blogspot.com

Sobre Débora Maria Cristina

email para contato: aformacaodamocacatolica@gmail.com

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