Arquivo do mês: dezembro 2014

Segundo dia da Novena de Natal

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2º Dia – 17 de dezembro

Puer Natus

 Aflição do coração de Jesus no seio de Maria

Hóstias e oblações não quisestes, mas formastes-me um corpo. (Hebr. 10,5)

Considera a grande amargura com que devia sentir-se afligido e oprimido o coração do Menino Jesus no seio de Maria, naquele primeiro instante em que o Pai lhe propôs a série de desprezos, trabalhos e agonias que havia de sofrer em sua vida para libertar os homens de suas misérias: “Pela manhã chama a meus ouvidos…, não retrocedi…, entreguei meu corpo aos que me feriam” (Is. 50, 4-6). Assim falou Jesus pela boca do Profeta: “Pela manhã, quer dizer, desde o primeiro instante de minha concepção, meu Pai me fez compreender sua vontade: que eu tivesse uma vida de sofrimento e fosse, finalmente, sacrificado na cruz; não retrocedi; entreguei meu corpo aos que me feriam“. E tudo aceitei pela salvação das almas e, desde então, entreguei meu corpo aos açoites, aos cravos, e à morte.

Pondera então quanto padeceu Jesus Cristo em sua vida e em sua paixão; tudo lhe foi posto ante os olhos desde o seio de sua Mãe e tudo Ele abraçou com amor; mas, ao consentir nessa aceitação e vencer a natural repugnância dos sentidos, quanta angústia e opressão não teve que sofrer o inocente Coração de Jesus! Conhecia bem o que primeiramente tinha que padecer; os sofrimentos e opróbrios do nascimento numa fria gruta, estábulo de animais; os trinta anos de trabalho como artesão; o considerar que seria tratado pelos homens como ignorante, escravo, sedutor e réu da morte mais infame e dolorosa que se reservava aos criminosos.

Tudo aceitou nosso amável Redentor a cada momento, e a cada momento em que o aceitava, padecia reunidas todas as penas a abatimentos que depois padeceria até sua morte. O próprio conhecimento de sua dignidade divina contribuía para que sentisse mais as injúrias recebidas dos homens: “Tenho sempre presente a minha ignomínia“. Continuamente teve diante dos olhos sua vergonha, especialmente a confusão que sentiria ao ver-se um dia despido, açoitado, pregado com três cravos de ferro, entregando assim sua vida entre vitupérios e maldições daqueles que se beneficiavam com sua morte. “Feito obediente até a morte e morte de cruz” (Phil. 2,8) e para quê? Para salvar-nos, a nós, míseros e ingratos pecadores.

Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Oração: Amado Redentor nosso, quanto vos custou desde que entrastes no mundo, tirar-nos do abismo em que nosso pecados nos haviam submergido. Para livrar-nos da escravidão do demônio, ao qual nós mesmos nos vendemos voluntariamente, aceitastes ser tratado como o pior dos escravos; e, nós que o sabíamos, tantas vezes tivemos a ousadia de amargurar vosso amabilíssimo Coração, que tanto nos amou. Mas já que Vós, nosso Deus, sendo inocente, aceitastes vida e morte tão penosas, aceitamos por vosso amor, Jesus, todas as dores que nos venham de vossas mãos. Aceitamo-las e abraçamo-las porque procedem daquelas mãos transpassadas um dia para livrar-nos do inferno, que tantas vezes merecemos. Vosso amor, nosso Redentor, ao oferecer-vos para sofrer tanto por nós, obriga-nos a aceitar por Vós qualquer pena e desprezo. Dai-nos a aceitar por Vós qualquer pena e desprezo. Dai-nos, Senhor, por vossos méritos, vosso santo amor, que nos torna doces todas as dores e todas as ignomínias. Amamo-vos acima de todas as coisas, amamo-vos com todo o coração, amamo-vos mais que a nós mesmos. Vós, em vossa vida, nos destes tantas e tão grandes provas de afeto e nós, ingratos, que prova de amor vos damos? Fazei, pois, ó nosso Deus, que durante os anos que nos restam de vida vos demos alguma prova de amor. Não nos atreveríamos, no dia do juízo, a comparecer diante de Vós tão pobres como somos agora e sem fazer nada por vosso amor; mas que podemos fazer sem vossa graça? Apenas rogar-vos que nos socorrais, e ainda essa nossa súplica é graça vossa. Oh, Jesus, socorrei-nos pelo mérito de vossas dores e do sangue que derramastes por mim.

Maria Santíssima, recomendai-nos a Vosso Filho, já que por nosso amor o tivestes em vosso seio.

Lembrai-vos que somos daquelas almas por quem morreu vosso Filho.

Cântico: Adeste, Fideles

O livro com a novena completa de Natal pode ser baixado no link, clicando aqui.

Neste link você pode ver e ouvir os cantos, clique aqui.

 

Primeiro dia da Novena de Natal

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Cântico: Puer Natus

1. Puer nátus in Béthlehem, allelúia:
Unde gáudet Jerúsalem, allelúia, allelúia.
In córdis júbilo, Christum nátum adorémus,
Cum nóvo cántico.

2. Assúmpsit cárnem Filius, allelúia,
Déi Pátris altíssimus, allelúia, allelúia.
In córdis…

3. Per Gabriélem núntium, allelúia,
Virgo concépit Filium, allelúia, allelúia.
In córdis…

4. Tamquam spónsus de thálamo, allelúia,
Procéssit Mátris útero, allelúia, allelúia.
In córdis…

5. Hic jácet in praesépio, allelúia,
Qui régnat sine término, allelúia, allelúia.
In córdis…

6. Et Angelus pastóribuis, allelúia,
Revélat quod sit Dóminus, allelúia, allelúia.
In córdis…

7. Réges de Sába véniunt, allelúia,
Aurum, thus, myrrham ófferunt, allelúia, allelúia.
In córdis…

8. Intrántes dómum invicem, allelúia,
Nóvum salútant Principem, allelúia, allelúia.
In córdis…

9. De Mátre nátus Virgine, allelúia,
Qui lúmen est de lúmine, allelúia, allelúia.
In córdis…

10. Sine serpéntis vúlnere, allelúia,
De nóstro vénit sánguine, allelúia, allelúia.
In córdis…

11. In carne nóbis símilis, allelúia,
Peccáto sed dissímilis, allelúia, allelúia.
In córdis…

12. Ut réderet nos hómines, allelúia,
Déo et síbi símiles, allelúia, allelúia.
In córdis…

13. In hoc natáli gáudio, allelúia,
Benedicámus Dómino, allelúia, allelúia.
In córdis…

14. Laudétur sáncta Trínitas, allelúia,
Déo dicámus grátias, allelúia, allelúia.
In córdis…

Cântico: Adeste, Fideles
Adeste fideles, læti triumphantes;
Venite, venite in Béthlehem;
Natum videte Regem angelórum;
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.
Ingrége relicto, húmiles ad cúnas
Vocati pastores appróperante;
Et nos ovánti grádu festinémus;
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.
Aetérni Paréntis splendórem ætérnum
Velátum sub cárne vidébimus;
Déum infántem, pánnis involútum,
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.
Pro nóbis egénum et foéno cubántem
Piis foveámus ampléxibus;
Sic nos amántem quis nom redamáret?
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.

1º Dia – 16 de dezembro – Cântico: Puer Natus

Deus nos deu seu Filho Unigênito por Salvador

Eu te constitui em luz para os gentios, para que minha salvação chegue até os confins da terra.(Is.49, 6)

Consideremos como o Pai eterno disse ao Menino Jesus no instante de sua concepção
estas palavras: Filho, eu te dei ao mundo como luz e vida das gentes, para que busques sua salvação, que estimo tanto como se fosse a minha. É necessário, pois, que te empenhes completamente em benefício dos homens. “Dado completamente aos homens, e inteiramente entregue as suas necessidades”. É necessário que ao nascer padeças extrema pobreza, para que o homem se enriqueça; é necessário que sejas vendido como escravo, para que o homem seja livre; é necessário que, como escravo, sejas açoitado e crucificado, para pagar à minha justiça a pena devida pelos homens; é necessário que sacrifiques sangue e vida, para livrar o homem da morte eterna. Fica sabendo, enfim, que já não és teu, mas do homem. Pois um filho lhes nasceu, e um menino lhes foi dado. Assim amado Filho meu, o homem voltará a amar-me a ser meu, vendo que te dou inteiramente a ele, meu Filho Unigênito, e que já não me resta mais o que lhe possa dar.
Assim amou Deus – oh, amor infinito, digno somente de um Deus infinito – assim amou
Deus o mundo de tal forma, que lhe entregou seu Filho Unigênito. O Menino Jesus não se entristeceu com esta proposta, mas, ao contrário, comprazeu-se nela e a aceitou com amor e alegria: “como um esposo procedente de seu tálamo, exultou como gigante a percorrer seu caminho” (Ps. 18,6). E desde o primeiro momento de sua encarnação se entregou por completo ao homem e abraçou com gosto todas as dores e ignomínias que havia de sofrer na terra por amor dos homens. Esses foram, segundo São Bernardo, as colinas e vales que com tanta pressa devia atravessar Jesus Cristo, segundo o Cântico dos Cânticos, para salvar os homens. Ei-Lo que vem saltando pelas montanhas, brincando pelas colinas.
Reflitamos aqui como o Pai, enviando-nos seu Filho para ser nosso Redentor e para selar a paz entre Ele e os homens, obrigou-se de certo modo a perdoar-nos e a amar-nos, em razão do pacto que fez de receber-nos em sua graça, posto que o Filho satisfaz por nós a justiça divina.
Por sua vez, o Verbo divino, tendo aceitado a missão que lhe foi dada pelo Pai, o qual, enviando-o para redimir-nos no-lo deu, obrigou-se também a amar-nos, não por nossos méritos, mas para cumprir a piedosa vontade de seu Pai.

Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Oração: Amado Jesus, se é verdade, como diz a lei, que o domínio se adquire com a doação, Vós sois nosso, por vos ter vosso Pai entregue a nós. Por isso podemos com razão exclamar: Deus meu e meu tudo. E já que sois nosso, nossas são vossas coisas, como nos afirma o Apóstolo: “Como não nos dará, juntamente com seu Filho todas as coisas?” Nosso é vosso sangue, nossos vossos méritos, nossa a vossa graça, nosso vosso paraíso. E, se sois nosso, quem jamais poderá separarmos de Vós? Ninguém poderá tirar-me Deus, exclamava jubiloso Santo Antônio Abade. Assim queremos exclamar daqui em diante. Apenas por nossas culpas podemos perder-vos e separar-nos de Vós, mas, Jesus, se no passado vos deixamos e perdemos, agora nos arrependemos com toda a alma e nos resolvemos a perder tudo, mesmo a vida, antes que vos perder, bem infinito e único amor de nossas almas.
Damo-vos graças, Padre eterno, por nos terdes dado vosso Filho, e em troca de o terdes dado por completo a nós, entregamo-nos inteiramente a Vós. Por amor desse mesmo Filho, aceitai-nos e apertai-nos com laços de amor a nosso Redentor, de modo que possamos exclamar:
“Quem nos apartará do amor de Cristo?”.
Salvador nosso, já que sois todo nosso, tomai-nos todos para Vós; disponde de nós e de nossas coisas como vos agrade. Como poderemos negar alguma coisa ao Deus que não nos negou nada, nem seu sangue nem sua vida? Maria, nossa Mãe, guardai-nos com vossa proteção. Não queremos pertencer-nos mais, mas inteiramente a Nosso Senhor. Lembrai-vos de fazer-nos fiéis. Em vós confiamos.

Cântico: Adeste

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Meditações para o Mês da Sagrada Família

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Mês da Sagrada Família

Leitura preparatória (véspera do primeiro dia)

O culto da Sagrada Família

Antes de entrarmos nos pormenores da vida e das virtudes da Sagrada Família de Nazaré, determinemos aqui o culto que lhe é devido, e mostremos, pelas palavras dos santos, que este culto não é novo na Igreja, mas que, sem ter a sua forma tão precisa e tão nítida como hoje, não foi menos conhecido e praticado pelos santos de todos os tempos.

Considerando as pessoas de Jesus, Maria e José, que compõem a Sagrada Família, compreendemos logo qual culto que merece esta família verdadeiramente divina.

A Jesus só, Filho de Deus e Deus verdadeiro, o culto supremo de adoração. A Maria, um culto que ultrapassa o que devemos tributar aos anjos e aos santos, o culto de hiperdulia. Mas, depois de Maria, José tem direito a uma veneração toda especial, por causa das funções augustas de que for revestido por Deus em relação a Nosso Senhor Jesus Cristo e à Virgem Mãe de Deus; veneração esta denominada, comumente, protodulia.

O culto da Sagrada Família compreende todos os deveres para com Jesus, Maria e José e tributa a cada um dos membros desta divina Família a honra que lhe é devida. Nada há, pois, de mais justo, mais elevado e mais conforme à lei e à piedade católica, do que este culto.

Podemos dizer também que ele é tão antigo quanto a Igreja; pois, desde o início, os cristãos adoraram a Jesus Cristo, honraram a Maria Santíssima e os Santos e, por conseguinte, também a São José, que tem, entre todos eles, um lugar à parte, e a quem canonizou o próprio Evangelho, dizendo ser ele justo: cum esset Justus.

Portanto, não é nada para espantar que o culto da Sagrada Família se espalhe hoje na Igreja, sob uma forma determinada, unindo as três personagens mais dignas de veneração do céu e da terra, para honrá-los em conjunto, cada um, entretanto, segundo a sua excelência particular; pois, seria herético igualar a Jesus, Maria e José, e mesmo pôr São José ao lado da Santíssima Virgem, prestando-lhe o mesmo culto.

Contudo, nada mais legítimo do que honrar os mistérios da vida oculta do Salvador em companhia de Maria e de José, e esta é a finalidade do culto da Sagrada Família. Depois de adorar a Nosso Senhor, nada é mais conveniente do que venerar à sua divina Mãe, e depois dela e com ela a São José.

Ouçamos São Francisco de Sales: “Esta Família compunha-se apenas de três membros, que nos representam o mistério da Santíssima Trindade! Não porque haja comparação, a não ser no que diz respeito a Jesus, que é uma das pessoas da Santíssima Trindade: as outras são criaturas; entretanto devemos dizer também que é uma trindade na terra, que representa, de algum modo, a Santíssima Trindade. Jesus, Maria, José, trindade maravilhosamente recomendável e digna de ser honrada.”

Cornélio a Lapide é ainda mais explícito: “Evidentemente, diz ele, Jesus Cristo era da família de sua Mãe, e sua Mãe era da família de José, seu esposo.

Havia, portanto, na terra, uma família santíssima, toda celeste e mesmo divina, cujo pai de família e, por conseguinte, o chefe e o guia era José; cuja mãe de família era a Sma. Virgem, e cujo filho era Jesus Cristo. Nesta família encontravam-se as três pessoas mais elevadas e mais excelentes de todo o universo.

“A primeira era o Cristo, Deus e homem, ao mesmo tempo. A segunda, a Virgem, Mãe de Deus e, por conseguinte, unida do modo mais íntimo a Jesus Cristo. A terceira era José, que era, por direito matrimonial, o pai de Jesus Cristo.

“Eis porque é devido o culto de adoração, ou de latria, a Jesus Cristo; o de hiperdulia, que está acima do que tributamos a todos os Santos, a Maria; e a José, um culto de dulia suprema, pois, que, depois de Maria, ele merece ser honrado mais do que todos os outros santos.

“E quem se admirará disso, sabendo que ele foi o pai de Jesus, o esposo de Maria e, por conseguinte, o chefe e superior de um e de outra?

“A Família de Nazaré foi a imagem da Santíssima Trindade: José representava o Padre Eterno; a Bem aventurada Virgem, o Espírito Santo, pois ela era santíssima; Jesus fazia mais do que representar o Filho de Deus, visto ser o próprio Filho de Deus. Assim como na Santíssima Trindade há três pessoas em uma só natureza, em uma só família perfeita se encontravam três personagens augustas: Jesus, Maria e José. Assim como o Padre Eterno gera o seu Filho de um modo todo espiritual, Maria concebeu e deu à luz Jesus Cristo dum modo sobrenatural, pela virtude do Espírito Santo. Deus Pai gera o seu Filho, assim como a luz emite o seu raio luminoso; eis porque cantamos do Filho de Deus “luz de luz, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus.” Assim a Bem aventurada Virgem Maria, a Estrela do mar, deu à luz Aquele que é o esplendor da luz eterna. Assim como uma estrela envia a sua claridade sem se corromper, a Virgem, sem que fosse ferida a sua virgindade, deu à luz o Cristo, que é a luz do mundo.

“Esta família era, pois como o céu na terra; ela se compunha de três membros, que eram mais anjos revestidos de um corpo, do que homens; ou ainda, três personagens que representam a Divindade. Não se pode duvidar de que esta casa santa tenha estado repleta de anjos, que vinham servir a Virgem, Rainha do céu e a Nosso Senhor Jesus Cristo, o seu Senhor e o seu Deus. Eles ficavam em admiração diante dEle e tinham um desejo ardente de contemplar o Verbo encarnado. Esta casa era um como céu ocultando admirável mistério. Exteriormente tinha uma aparência obscura; mas dentro, era bela como as tendas de Cedar e como as tapeçarias de Salomão. Gerson também exclamou em sua admiração: “Oh! Como é amada pela Santíssima Trindade a trindade desta terra! Nada na terra existe mais caro, melhor e mais excelente. O céu enviou à terra estes habitantes, que eram mais dignos de viver no céu do que na terra.”

* * *

São Leonardo nos diz por sua vez:

“Esta família santa não foi inteiramente humana, nem inteiramente divina; mas ela tinha algo de um e de outro; e isto fez com que alguns a chamassem de Trindade terrestre. Que posso eu fazer, senão declarar com o piedoso Gerson não ter palavras para descrever esta admirável trindade, Jesus, Maria e José?

Rendei, pois, freqüentes homenagens à adorável Trindade do Céu, ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo; mas honrai também à trindade santa, que habitou visivelmente entre nós aqui na terra: Jesus, Maria e José. Gravai nos vossos corações, com áureas letras estes três nomes celestes; pronunciai-os muitas vezes, escrevei-os por toda parte: Jesus, Maria e José! Sejam estas as primeiras palavras que ensinareis aos vossos filhos. Repeti várias vezes ao dia estes nomes sagrados; e estejam eles ainda em vossos lábios, no momento em que exalares o último suspiro.”

Terminando, citemos as palavras do Pastor Supremo da Igreja, aprovando a devoção à Sagrada Família, e fazendo votos para que ela se propague mais a mais.

“É com razão, escreve S. S. Leão XIII, que o culto da Sagrada Família, introduzido a propósito entre os católicos, toma, dia a dia, maior incremento.

“É o que provam, quer as associações estabelecidas sob a invocação da Sagrada Família, quer as honras particulares que se lhe tributam, quer, sobretudo, os privilégios e os favores que concederam os nossos predecessores, afim de excitar, para com eles, a devoção e a piedade dos fiéis…

“Aqueles que conhecem e deploram conosco a mudança e a corrupção dos costumes, o enfraquecimento e a ruína do amor da religião e da piedade nas famílias, da avidez de coisas terrestres, desejam ao menos que se traga um remédio salutar a tantos e tão grandes males.

“É, em verdade, nada podemos imaginar de mais salutar e eficaz para as famílias, do que o exemplo da Sagrada Família, que encerra a perfeição de todas as virtudes domésticas.

“Que Jesus, Maria, José, invocados no santuário doméstico, nele nutram a caridade, dirijam o proceder, estimulem por seus exemplos à virtude, e que, suavizando as misérias inevitáveis desta terra, tornem-nas mais facilmente suportáveis.” [1]

Correspondamos aos votos do Vigário de Jesus Cristo, honrando a Sagrada Família todos os dias deste mês, e esforçando-nos por reproduzir as suas virtudes, sobretudo a sua caridade e o seu espírito de oração.

RESOLUÇÃO: Sejamos assíduos aos exercícios deste mês e determinemos, desde já, alguma oração que queremos fazer em sua honra, e a virtude à qual nos queremos aplicar particularmente.

[1] Leão XIII – Breve de 14 de junho de 1892.

Fonte: Livro “Os ensinamentos de Nazaré” Padre Júlio Maria, livro de 1941, o mesmo pode ser baixado clicando aqui.