Vigésimo dia de meditação do Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

espritsaint-1

Adoração de fé e respeito de Maria

I. Quantas coisas teríamos a dizer sobre a vida de adoração de Maria no Cenáculo! Vinte e quatro anos passados nesse santo lugar, onde Jesus havia instituído a Eucaristia, e onde fixara seu primeiro Tabernáculo! Maria estava inteiramente ocupada em adorá-LO e honrá-LO na sua vida eucarística; passava a maior parte dos dias e das noites junto desse divino Tabernáculo; aí estava seu Jesus, seu Filho e seu Deus! Quando saía de sua pobre cela para se dirigir ao oratório do Cenáculo, já começava sua adoração; caminhava recolhida, com os olhos baixos, com passo grave e modesto; desse modo se preparava para apresentar-se ao Deus da Eucaristia.

Ao chegar diante do Tabernáculo, prostrava-se com grande devoção e profundo respeito, depois concentrava suas faculdades num simples e piedoso recolhimento; o corpo ereto, as mãos juntas ou cruzadas sobre o peito, ou também, às vezes, quando estava só, erguidas suplicantes para o Tabernáculo no qual conservava quase sempre os olhos fixos.

II. Maria começava então a adoração com a fé mais submissa; adorava seu Filho oculto e velado sob uma forma estranha, porém seu amor atravessava a nuvem do mistério e chegava aos pés sagrados de Jesus, que venerava com o mais respeitoso amor: subia até, suas santas e veneráveis mãos que tinham consagrado e distribuído o Pão da vida. Bendizia seus lábios sagrados que haviam pronunciado estas adoráveis palavras: “Isto é meu Corpo, isto é meu Sangue.” Adorava esse Coração abrasado de amor donde se originara a Santíssima Eucaristia. Maria quisera abismar-se e aniquilar-se ante a divina Majestade, aniquilada também no Sacramento, a fim de lhe prestar todas as honras e homenagens que Lhe são devidas.

III. A adoração de Maria era profunda, interior, íntima; era o dom de si mesma. Oferecia-se totalmente ao serviço de amor do Deus da Eucaristia, pois o amor não impõe condições nem reservas, já não pensa em si mesmo, nem vive mais para si; já não se conhece, e só vive para o Deus a quem ama. Em Maria tudo convergia para o Santíssimo Sacramento como para o seu centro e seu fim. Uma corrente de graça e amor se estabelecia entre o Coração de Jesus-Hóstia e o coração de Maria adoradora; eram duas chamas que se fundiam numa só. Deus foi, então, perfeitamente adorado por sua criatura.

IV. Que a exemplo de Maria o adorador se coloque de joelhos com o mais profundo respeito, concentre-se, como Maria, e em espírito se ponha a seu lado para adorar; apresente-se diante de Nosso Senhor com aquela modéstia, aquele recolhimento interior e exterior que preparam maravilhosamente a alma ao angelical ofício da adoração.

Debaixo dos véus eucarísticos que encobrem a seus olhos a santa Humanidade, adore a Jesus com a mesma fé que Maria e a Santa Igreja, estas duas Mães que o Salvador, em seu infinito amor, lhe concebeu; adore ao seu Deus como se O visse e ouvisse, porque a fé viva ouve, vê, toca com maior certeza que os próprios sentidos.

* * *

O Santo Viático solicitado e acompanhado por Maria

Piedosa donzela, muito devota de Maria, pobre dos bens deste mundo, porém na posse do maior tesouro que é o espírito de fé, se achava em vésperas de morrer sem o santo Viático, o que muito a entristecia. A Mãe de bondade veio então em seu socorro, e, aparecendo, cercada de um cortejo numeroso de anjos, ao bem-aventurado Oderico de Por-Mahon, que atravessava uma floresta, disse-lhe: “Bem perto daqui, uma fervorosa filha minha agonizante deseja com ardor receber a Santa Comunhão. O Vigário de sua paróquia está ausente; desejo que o susbstituas. Hei de conduzir-te à Igreja e depois à casa da doente, pois quero assistir a sua última comunhão.”

O bem-aventurado obedeceu e tomando o Santíssimo Sacramento O levou com piedade, acompanhado por Maria, que apresentava um semblante radioso e penetrado de doce majestade. E quem poderá dizer as homenagens de respeito e amor que o seu coração tributou ao seu Filho oculto sob as espécies sacramentais?!

A doente recebeu o Sagrado Corpo em presença da Santíssima Virgem. De quantas consolações deve se ter sentido inundada, e, certamente, deve ter reconhecido, nesta graça a recompensa de sua confiança em solicitar a Maria o seu tão caro Jesus, que Ela jamais recusa a quem lh’O pede.

( Rossignoli).

PRÁTICA – Acompanhar em união com Maria o Santíssimo Sacramento quando O levam aos doentes.

JACULATÓRIA – Oh! Rainha de Bondade, nós vos contemplamos ao lado do Rei dos reis, Jesus Eucaristia!

Obs.:Trecho extraído do livro: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, do Bem aventurado Pedro Julião Eymard. O mesmo pode ser baixado no blog alexandriacatolica.blogspot.com.br

Sobre Débora Maria Cristina

email para contato: aformacaodamocacatolica@gmail.com

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: