Sétimo dia de meditação do Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

Nossa Senhora2

A primeira adoradora do Verbo Encarnado (1)

Eis aqui o meu modelo, minha Mãe: Maria, a primeira adoradora do Verbo Encarnado, em seu próprio seio! Oh! Quão perfeita em si mesma e quão bem aceita por Deus e rica de graças deve ter sido essa primeira adoração da Virgem Mãe!

Meditemos essa perfeita adoração de Maria no primeiro instante da Encarnação.

1º. – Foi uma adoração de humildade, de aniquilamento ante a soberana majestade do Verbo pela escolha que fez de sua pobre serva, impelido por um excesso de bondade e de amor para com Ela e para com a humanidade. Tal deve ser o primeiro ato, o primeiro sentimento de minha adoração, ao comungar. Foi este o sentimento de Isabel ao receber a visita da Mãe de Deus, levando-lhe o Salvador, ainda oculto no seio. Unde hoc mihi?

— “Donde me vem esta honra que eu tão pouco mereço?” Foi também esta a palavra do centurião, em cuja casa se dispunha Jesus a entrar: “Senhor, eu não sou digno!”

2º. – O segundo ato de adoração de Maria foi, naturalmente, de gratidão jubilosa pela inefável e infinita bondade de Deus para com os homens; um ato de humilde reconhecimento por ter escolhido sua indigna mas feliz serva para uma graça tão insigne. O reconhecimento da Santíssima Virgem se exprime em atos de amor, de louvor e de ações de graças; Ela exalta a bondade divina, pois a gratidão abrange tudo isto. É a expansão da alma para com a pessoa do benfeitor; expansão magnânima e amorosa: a gratidão é o coração do amor.

3º. – O terceiro ato da adoração da Virgem Santíssima deve ter sido um ato de homenagem: a oferta, o dom de si mesma, de toda a sua vida ao serviço de Deus: Ecce ancilla Domini: um ato de pesar por se reconhecer tão pequena e tão pobre, não podendo servi-lO dignamente.

Maria se oferece para servi-lO como Ele quiser, disposta a todos os sacrifícios que Ele se dignar perdir-lhe, julgando-se ditosa de poder agradar a Deus por tal preço, e de assim corresponder ao amor que Ele patenteou aos homens na Encarnação.

4º. – O último ato da adoração de Maria foi indubitavelmente um ato de compaixão pelos pobres pecadores, por cuja salvação o Verbo se encarnara. Soube interessar a divina misericórdia em favor deles, oferecer-se para reparar e fazer penitência em lugar deles, a fim de lhes alcançar o perdão e a volta para Deus. Procurou obter que lhes fosse concedida a graça de conhecer seu Criador e Salvador, de amá-lO e servi-lO, tributando assim à Santíssima Trindade a honra e a glória que lhe são devidas por toda a criatura, mas especialmente pelo homem, terno objeto de misericórdias e do amor de Deus, tão grande e tão bom! Oh! Eu desejaria adorar a Nosso Senhor como O adorava essa boa Mãe, pois que, na Santa Comunhão, eu O possuo do mesmo modo que Ela!

Oh! Meu Deus, faço-vos um pedido importante e grandioso: daí-me a Santíssima Virgem adoradora por minha verdadeira Mãe; fazei-me participar de sua graça, desse estado de adoração contínua em que se manteve durante todo o tempo em que vos trouxe em seu puríssimo seio, este céu de virtudes e de amor.

Sinto, ó meu Deus, que seria esta uma das maiores graças de minha vida; quero, doravante, fazer todas as minhas adorações em união com esta Mãe dos adoradores, a Rainha do Cenáculo.

——

(1) Esta meditação foi publicada, em parte, na segunda série dos escritos do Bem-aventurado Pedro Julião Eymard. É aqui, porém, o seu lugar competente; por isto a reproduzimos, completando-a.

A casula de Maria

São Bonnet, bispo de Clermont, devoto servo de Jesus e Maria, se recolhera, na véspera da Assunção, à Igreja de São Miguel, a fim de passar a noite em oração e se preparar melhor para a grande festa de sua querida Soberana. Enquanto se expandia em suspiros e ardentes desejos, chegaram-lhe do Céu aos ouvidos acordes de uma doce melodia; o templo se ilumina de repente, e suas abóbadas ressoam como nos dias solenes em que regurgita de fiéis. Admirado e como que fora de si, vê o Santo a Virgem Mãe, cercada de uma multidão de Anjos e de virgens, dirigir-se em procissão para o altar. As virgens e os anjos cantavam louvores à sua Rainha e ao seu divino Filho. Então os anjos perguntaram quem celebraria os santos Mistérios, e Maria lhes responde: “Será meu servo Bonnet, que reza em segredo nesta Igreja.” Os anjos vão chamar o santo, que amedrontado se escondera num recanto da Igreja. Revestem-no de magníficos ornamentos e lhe servem de acólitos na celebração da Santa Missa, a que assiste Maria.

Terminando o Santo Sacrifício, a Santíssima Virgem abençoa o seu devoto servo, e, como lembrança de sua visita cheia de amor, deixa-lhe a bela casula que trouxera do céu. Este belo ornamento milagroso estava guardado em Clermont, antes da Revolução. Jamais se pode saber de que material era feito, tão fino e tão delicado era, além de macio e tão habilmente bordado que somente os dedos de um anjo, ou antes, da Rainha dos anjos, poderiam tê-lo feito.

(Bolland, 15 de janeiro).

PRÁTICA – Fazer, com a maior fidelidade, a ação de graças da Comunhão em união a Maria.

JACULATÓRIA – Ó Maria, recebi vosso querido Filho; não O deixarei afastar-se de mim.

Sobre Débora Maria Cristina

email para contato: aformacaodamocacatolica@gmail.com

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