Quarto dia da Novena de São Luiz Gonzaga – de 12 a 20 de junho –

São Luiz Gonzaga

Veni, Sancte Spiritus, reple tuorum corda fidelium, est tui amoris in eis ignem accend.

  1. Emitte Spiritum tuum, et creabuntur;
  2. Et renovabis faciem terrae.

Oremus

Deus qui corda fidelium Sancti Spiritus illustratione docuisti, da nobis in eodem Spiritu recta saperem et de ejus semper consolatione gaudere. Per Christum Dominum nostrum. Amem.

Oração preparatória

Para todos os dias

Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador, Pai e Redentor meu, prostrado humildemente ante vossa divina Majestade, vos suplico me deis graça para fazer com fruto este santo exercício. Infundi em meu coração o espírito de piedade, com que, arrependido de meus graves pecados, vos dê graças pelos infinitos benefícios que de Vós me vêem continuamente; e em especial por me haverdes dado por Protetor o angélico jovem São Luiz Gonzaga, modelo insigne de santidade e perfeito exemplar de todas as virtudes. Apodere-se de mim vosso divino Espírito, para que meditando atentamente as heróicas virtudes de meu glorioso Advogado, louve vossa Bondade nas copiosas e extraordinárias graças que lhe concedestes, e em seus generosos esforços, para lhes corresponder. Abrandai com vossa graça meu coração endurecido, para que, estimulado eficazmente pelo admirável exemplo do zeloso Protetor da juventude cristã, aprenda o muito que vale minha alma e, desprezando o mundo e tudo o que lhe pertence, busque só a Vós, Bondade Infinita, para gozar-vos eternamente no Céu.

Quarto dia

Generosidade de São Luiz

Considera que, da profundíssima humildade de São Luiz, resultou o desprezo de si mesmo e a generosa resolução de deixar o mundo e todas as suas pompas. Nenhum dos bens da terra, nenhuma das grandezas mundanas, julgava ele digna da sua estima; compadecia-se dos ricos, que por bens tão falsos e caducos, perdem o tempo, em vez de empregá-lo nos bens eternos. Sendo príncipe secular, longe de o fascinar o esplendor da pompa, folgava de aparecer na corte com as vestes mais velhas e desprezíveis. Nos públicos espetáculos, a que devia assistir, em razão da sua nobilíssima condição, em idade florente, e à vista de objetos capazes de atrair um coração que não fosse tão desprezador do mundo como Luiz, portava-se tão superior a todos os encantos mais brilhantes, que nem os julgava dignos de empregar neles os olhos, e não sabia deitar a vista às coisas da terra, quem só no Céu tinha unicamente o pensamento. Com que prazer e alvoroço, embora príncipe e primogênito de sua casa, renunciou o principado em seu irmão menor, só a fim de dizer para sempre adeus ao mundo, e a todas as suas esperanças! Com que júbilo da alma se apressou a ocultar-se nas sombras da clausura, exclamando ao entrar no cubículo: “Eis aqui o lugar do meu descanso; aqui habitarei, porque de muito bom grado elegi”. Oh! E quão diferente é o nosso coração! Engolfado nos bens caducos e transitórios desse mundo, desprezamos os bens eternos, e apegamo-nos a uma vida, que passa como sonho. 

Colóquio

Amabilíssimo jovem, e insigne advogado meu, São Luiz Gonzaga, quanto deveis sentir o ver em meu coração tão profundas raízes do amor do século, e tão pouca ou nenhuma diligência em arrancá-las, a fim de imitar-vos nesta singularíssima virtude! Vós, sendo jovem e tão rico dos bens do mundo, tudo renunciastes generoso, trocando a opulência e o fausto da vossa casa e família pela pobreza de uma roupeta, e os públicos espetáculos pelo retiro da clausura; e eu vil bichinho da terra, tanto me tenho entranhado no amor do mundo, aspirando sempre ás honras e distinções, quando para vos imitar, devia desprezar uns bens de tão momentânea, para empregar-me em conseguir outros de uma eterna duração. Que acho eu no mundo que possa em verdade satisfazer este meu pobre coração, que não encontre no meu Deus, com ventura infinita e glória perdurável! Mas sou tão miserável que nem me confundo, nem envergonho, à vista de tão heróicos exemplos, que me dais. Rogo-vos, pois ó meu especialíssimo Protetor, me acanceis daquele Senhor, que tão carinhosamente me convida para amá-lo, a graça de que tanto necessito, e que empregando o meu coração unicamente nos bens eternos, despreze para sempre os transitórios e de tal modo se dirijam os meus passos nesta vida mortal, que no dia último das recompensas consiga a feliz sorte de subir a gozar da vida eterna. Amém

Oração Final

Para todos os dias

Gloriosíssimo São Luiz Gonzaga, eu vos encomendo a castidade da minha alma e do meu corpo, para que vos digneis consagrar-me inteiramente ao Cordeiro Imaculado, Cristo Jesus, e à sua Mãe Puríssima Maria Santíssima, afim de que viva sempre limpo de todo o pecado de impureza. Acendei em meu coração a chama vivificante do amor de Deus e do próximo. Alcançai-me que, humilde e mortificado, viva só para Deus e para salvar minha alma. Abençoai minhas resoluções, fortalecei meu coração, para que sempre minha oração seja fervorosa, assídua e perseverante, com que me assemelhe a vós, e em tudo me mostre vosso verdadeiro devoto.

E vós, Imaculada Mãe de Deus e Mãe nossa, Maria Santíssima, que tanto amastes e favorecestes a vosso predileto filho São Luiz, ajudai-nos com vossa poderosíssima proteção, não porque nós a mereçamos, mas pelos merecimentos e intercessão de nosso glorioso Protetor, Socorrei a vossos filhos que, em união com aquele puríssimo e angélico jovem, acodem a vós, para que, mostrando-nos agradecidos a tantas graças que nos dispensais, mereçamos ser sempre vossos fidelíssimos devotos, afim de vos ver e gozar no Céu. Amém.

 

Sobre Débora Maria Cristina

email para contato: aformacaodamocacatolica@gmail.com

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